quarta-feira, fevereiro 06, 2013

Petrobras encontra mais indícios de petróleo em Tupi Sul

Rio de Janeiro – A Petrobras descobriu indícios de petróleo no poço 4-BRSA-1047-RJS, em Tupi Sul, na Bacia de Santos, e comunicou o fato na última sexta-feira (01) à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O poço tem lâmina d’água de 2.182 metros
Em 4 de janeiro, a companhia havia comunicado ter encontrado indícios de óleo no mesmo poço. Ainda não há, nesta fase, confirmação de que o poço tenha capacidade para ser explorado comercialmente.

 
Fonte:Estadão por (Sabrina Valle)

Presidente da Petrobras diz que não há como aumentar produção

A presidente da Petrobras, Maria das Graças Silva Foster, disse que 2013 será um ano difícil para a companhia. Ao detalhar o resultado do desempenho da companhia em 2012 a investidores, ela afirmou, nesta terça-feira (5), que a produção média ficará no mesmo patamar do ano por conta de paradas programadas para manutenção das plataformas.

“Não temos condições de aumentar a produção nacional fisicamente. Vai ser um ano difícil para a produção de petróleo, que deve ficar em 2,022 milhões de barris por dia, a média de 2012, com variações em 2% para cima e para baixo. Se me perguntarem, digo que deve ficar em 2% negativo. A produção só vai começar a crescer no segundo semestre de 2013, com novas seis plataformas que estarão trabalhando ao longo do ano”, disse.

Na noite de segunda-feira, a estatal informou que, no acumulado do ano de 2012, seu lucro alcançou R$ 21,18 bilhões, uma queda de 36% em relação a 2011 (R$ 33,31 bilhões). A produção foi de 1.980 mil bpd no Brasil, 2% inferior à de 2011.

Ela afirmou ainda que não há projetos novos previstos para 2013. “Temos projetos maduros. É preciso recuperar a produção dos ativos em que já investimos, temos que trabalhar a logística e aproveitar as sinergias de ativos já existentes, incluindo Transpetro e BR Distribuidora”, explicou.

Graça disse que em 2012 foi um desafio manter a produção dentro da meta, ainda que o resultado final tenha ficado no mínimo do esperado, pois, segundo disse, ela não abre mão das paradas necessárias para manutenção das plataformas. E também por conta dos altos custos operacionais.

“Fizemos um trabalho forte de gestão em 2012 atingindo todas as camadas da empresa. E não pode continuar com custos operacionais na dimensão que vinham ocorrendo”, disse.

Segundo Graça, uma decisão acertada da companhia foi o investimento na recuperação da eficiência da Bacia de Campos. “Cresceu 11 pontos percentuais entre abril e dezembro de 2012”.

Reajustes não foram suficientes

Os três reajustes de preço do diesel, que somaram 16,1%, e os dois da gasolina, 14,9%, ocorridos nos últimos oito meses, não foram suficientes para eliminar as diferenças entre os preços domésticos e os internacionais, disse Graças Foster.

Segundo explicou, a divergência acentuada não foi causada pelo Brent, mas pelo aumento de 17% do preço dos derivados em reais.

“Os reajustes trarão para 2013 uma melhoria, mas não o conforto da paridade internacional. Nossa busca pela convergência com preços internacionais é permanente”, disse ela.

Graça disse ainda que com o crescimento do mercado acima do aumento da produção, causou uma maior importação de gasolina; já a maior carga nacional processada e a menor produção de petróleo impactaram a exportação em 2012. Com isso, o déficit comercial ficou em 231 mil barris por dia, o dobro do que foi registrado em 2011.

A presidente da Petrobras explicou que grande parte do desempenho da estatal abaixo do registrado em 2011 se deveu à despesa não prevista com poços secos, que chegou em 2012 a R$ 7 bilhões. Para 2013, a companhia trabalha com uma previsão de R$ 6 bilhões.

“Já houve mudanças políticas exploratórias para administrar o risco de poços secos na companhia que são mais caros”, disse.

Outra responsável pela queda na produção de petróleo em 2012 foi a paralisação das operações da Chevron no Campo de Frade, por conta de um vazamento em novembro de 2011.

“São menos 14 mil barris por dia em Frade. A Petrobras produziu menos 28 mi barris por dia por dificuldades operacionais previstas em 2012”, disse.

Fonte: G1, no Rio por (Lilian Quaino)

segunda-feira, fevereiro 04, 2013

Estaleiro montado pela Odebrecht no Paraguaçu atrai mais de 100 empresas

“O Estaleiro Enseada do Paraguaçu é um empreendimento chave para o desenvolvimento de um polo metal mecânico na Bahia”. A afirmação é do presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia, José de Freitas Mascarenhas, e foi feita durante a solenidade de abertura da Rodada de Negócios com Fornecedores Estratégicos, na Fieb.

O encontro contou com a participação do secretário da Indústria Naval do Estado da Bahia, Carlos Costa, e do diretor de Relações Institucionais e Sustentabilidade do EEP, Humberto Rangel, e teve como objetivo desenvolver uma ampla rede de fornecedores, sobretudo do Nordeste, que atuam nos setores de partes, peças, serviços, equipamentos, instituições de ensino e pesquisa.

Empresas com atuação na construção de plataformas, navios especializados e unidade de perfuração assistirem a apresentação do projeto do Estaleiro Enseada do Paraguaçu, que está em fase de instalação em Maragogipe.

O grupo formado pelas empresas Odebrecht, OAS, UTC e Kawasaki é o responsável pela implantação do EEP. “Fizemos uma reunião de trabalho, onde apresentamos o que é o projeto e as oportunidades para os fornecedores que são, na maioria, do estado da Bahia. Mesmo sendo um grupo formado por empresas especializadas no ramo, a associação não desenvolve 100% das necessidades e por isso divulga as áreas que dependerão de fornecedores como parceiros”, explicou Humberto Rangel, diretor de relações institucionais da EEP.

No turno da tarde, foi realizada uma rodada de negócios nos eixos temáticos de construção do estaleiro, engenharia, suprimento do projeto de sondas e pessoas. No total, cerca de 300 empresários compareceram ao encontro na parte da manhã e mais de 100 foram previamente selecionados para uma rodada de negócios.

A obra está na fase final da terraplanagem e no meio do programa de dragagem, iniciado em dezembro, devendo ficar pronta ainda no início do próximo ano. “Estamos utilizando o que há de mais novo em tecnologia para que a obra seja realizada com o menor impacto ambiental possível”, continuou Rangel.

Contratos de R$ 6,4 bilhões estão assegurados

Fruto de contratos já assinados da ordem de US$ 6,4 bilhões, o EEP dedica-se à construção e à integração de unidades offshore, como plataformas, FPSOs e sondas de perfuração, e iniciou as obras do Estaleiro em Maragojipe, no ano passado.

O empreendimento prevê cerca de R$ 2,6 bilhões de investimento, o maior feito pela iniciativa privada nos últimos dez anos na Bahia.

Segundo Humberto Rangel, um dos principais desafios para implantação do EEP é o intenso trabalho de formação e qualificação de mão de obra, sobretudo nas cidades impactadas direta e indiretamente pelo empreendimento, como Maragojipe, Salinas da Margarida e Saubara. “Estamos instalando um estaleiro com visão de longo prazo, com nível permanente de encomendas e, para isso, será preciso desenvolver e atrair fornecedores, sejam eles produtores ou prestadores de serviços, como o de formação e aperfeiçoamento da mão de obra local”, revela Rangel.

“A implantação do Estaleiro na Bahia gerará cinco mil vagas diretas e 15 mil indiretas com o início de suas operações, previsto para janeiro de 2014. Com isso, queremos incentivar o desenvolvimento de uma cadeia de fornecedores, criando oportunidades para pequenas e médias empresas. A expectativa é que sejam fortalecidos e gerados novos empreendimentos com a implantação do Estaleiro no Recôncavo Baiano”, afirma o diretor do EEP.

Consórcio opera o EEP

O Estaleiro Enseada do Paraguaçu (EEP), formado pelas empresas Odebrecht, OAS, UTC e a KHI (Kawasaki Heavy Industries Ltd.), é voltado para construção e integração de unidades offshore, como plataformas, navios especializados e unidades de perfuração. Sua matriz está localizada no município de Maragojipe (BA), cujas obras deverão ser finalizadas em 2014.

O EEP também atua no Estaleiro Inhaúma (RJ), que foi arrendado pela Petrobras em razão do contrato para conversão dos cascos de quatro navios tipo VLCC nas plataformas P-74, P-75, P-76 e P-77.

Com 1,6 milhão de metros quadrados de área em Maragojipe, dos quais 400 mil destinados à preservação ambiental, o EEP já é considerado um dos maiores estaleiros do país. Os investimentos no EEP são da ordem de R$ 2,6 bilhões, e sua carteira de contratos inclui a Sete Brasil.

Quando estiver operando a plena capacidade, poderá processar até 36 mil toneladas de aço por ano trabalhando em regime de turno único, o que permite uma ampla margem de produção, construindo navios de altíssima especialização, que poderão ser fabricados simultaneamente.

Fonte: Tribuna da Bahia