sexta-feira, janeiro 11, 2013

Petrobras confirma ocorrência de petróleo e gás na Bacia de Espírito Santo

Reservatórios com petróleo possuem espessura de cerca de 200 metros e estão a aproximadamente 3.679 metros, pussuindo óleo de boa qualidade

SÃO PAULO – A Petrobras (PETR3;PETR4) anunciou a confirmação da ocorrência de petróleo leve e gás em reservatórios no pós-sal da Bacia do Espírito Santo, nesta quarta-feira (9). A descoberta da acumulação já havia sido anunciada em 17 de dezembro de 2010, quando ocorreu a perfuração do poço 1-BRSA-882-ESS, conhecido como Indra.

Os reservatórios com petróleo possuem espessura de cerca de 200 metros e estão a aproximadamente 3.679 metros. A companhia afirmou que será realizado um teste de formação, cujo objetivo é avaliar a produtividade do reservatório. Conforme constatado pelo posto descobridor, o óleo encontrado é de boa qualidade, aos 29º API.

O novo poço, informalmente denominado como Arjuna, faz parte do Plano de Avaliação do Indra. Ele está situado a cerca de 130 quilômetros da costa do estado do Espírito Santo e a 0,9 quilômetros a noroeste do poço descobridor.

Vale ressaltar que o consórcio da concessão BM-ES-22A é formado em 75% pela Petrobras, que atua como operadora, com o restante da participação em poder da Vale (VALE3;VALE5), com total de 25%.

Fonte: InfoMoney (Por Lara Rizério)

Lobão: Dilma oficializou 11ª Rodada de Licitação de petróleo

Segundo Lobão, autorização foi assinada na manhã de hoje

Brasília (DF) - O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, informou há pouco que a presidente Dilma Rousseff autorizou a realização da 11ª rodada de licitação de petróleo da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), recomendação que já havia sido feita pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). A rodada está prevista para ocorrer, segundo ele, em maio deste ano.

“A presidenta assinou as disposições legais de autorização para realização de 11ª rodada de blocos exploratórios que era a prevista originalmente com 174, mas foram excluídos dois por questões ambientais”, afirmou o ministro em coletiva. Segundo ele, metade da lista é de exploração em terra e o restante em mar.

Lobão esteve reunido nesta manhã com Dilma em encontro no qual, segundo ele, não foram tratados assuntos relacionados ao risco de desabastecimento no setor elétrico. No encontro, a presidente também cancelou oficialmente a licitação de blocos exploratórios sob o regime de concessão na região do pré-sal, previstos na 8ª rodada da ANP.

O ministro explicou que o leilão da 8ª rodada chegou a ser realizado em 2006, mas no ato de assinatura dos contratos houve uma suspensão judicial do processo. Em seguida, o CNPE suspendeu a licitação para que o modelo de partilha, em que a União se apropria de boa parte dos ganhos, fosse discutido pelo governo e apresentado ao Legislativo.

A entrevista concedida hoje pelo ministro ocorreu na presença da diretora-geral da ANP, Magda Chambriard. Ela explicou que a lei do modelo de partilha, referendada pelo Congresso Nacional, já foi aprovada e, portanto, a assinatura de contratos de concessão com bloco do pré-sal é ilegal. Lobão disse que o veto da presidente Dilma sobre a distribuição dos royalties garante a realização da 11ª rodada.

Chambriard ressaltou que a 11ª rodada cumprirá a função de descentralizar a exploração de petróleo no Brasil. A diretora disse que existe uma região com grande potencial entre os Estados do Rio Grande do Norte e do Amapá. “Esta é uma área muito pouco contemplada”, afirmou.

Lobão também anunciou que, até dezembro, deve ser realizado leilão de bloco exploratório de gás de xisto. O ministro negou que a iniciativa tenha qualquer relação com a atual escassez de gás para geração de energia elétrica.

Chambriard disse que as novas rodadas, voltadas para extração de gás, vieram dos investimentos feitos desde 2007 no país que apontam para um potencial de extração de gás convencional e não convencional. Caso as reservas sejam equiparadas às dos Estados Unidos, o país deverá dispor de reservas de, pelo menos, 500 trilhões de pés cúbicos (tpc), segundo ela.

Da Redação

quinta-feira, janeiro 10, 2013

ANP examina queda na produção da Petrobras

Ainda neste semestre, a agência determinará alterações no plano de exploração dos poços
 
Rio de Janeiro (RJ) - A Agência Nacional do Petró­leo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) examina as justifi­cativas apresentadas pela Pe­trobrás para a queda de produ­ção de petróleo no País, espe­cialmente na Bacia de Cam­pos (litoral norte do Estado do Rio e sul do Espírito San­to), nos últimos anos.
Para o comando da agência, uma queda tão expressiva é sur­preendente. No acumulado de ja­neiro a novembro de 2012 foi re­gistrado um decréscimo de 2% na produção nacional diária de barris de petróleo (1,975 milhão) em relação ao período idêntico do ano anterior (2,015 milhões).
No ano passado, a ANP exigiu da petroleira a apresentação de um novo plano de desenvolvi­mento da produção, alarmada com o rendimento muito abaixo do previsto dos poços gigantes de Campos, como Marlim, Roncador e Albacora.
A diretora-geral da ANP, Mágda Chambriard, chegou a dizer em entrevistas à época que a Pe­trobrás precisa fazer um "esforço adicional" para a perfuração de novos poços.
A Petrobrás credita a queda produtiva, entre outros fatores, à necessidade de fazer a manuten­ção de plataformas importantes, procedimento que não teria sido feito na forma devida e nos pra­zos ideais na gestão do economista José Sérgio Gabrielli na presidência da estatal (2005-2012). Outra razão citada pela empre­sa é a chamada depleção natural dos campos produtivos, que ocor­re no momento em que o petró­leo começa a ser extraído dos re­servatórios e tende a se intensifi­car no decorrer dos anos.
A Petrobrás já informou à ANP - e a presidente Graça Foster, su­cessora de Gabrielli desde feve-reiro de 2012, tem falado sobre isso em pronunciamentos públi­cos - que em 2013 o nível produti­vo deverá permanecer muito si­milar ao de 2012.
O principal motivo da previ­são é que o programa de recupe­ração da ainda principal bacia produtora brasileira, lançado no ano passado, tem 2016 como al­vo principal, com o crescimento sendo retomado a partir de 2014.
A expectativa da Petrobrás e da ANP é que, com a entrada em operação de novas plataformas e sondas na camada pré-sal da Ba­cia de Santos (litoral de São Pau­lo a Santa Catarina) e a recupera­ção dos poços maduros, a produ­ção de petróleo possa voltar a crescer ao final dos próximos três anos.
Desde o início deste ano, a pe­troleira vem divulgando novas descobertas e aumentos pon­tuais de produção. Nesta sema­na, ela informou sobre o início da produção comercial da plata­forma Cidade de São Paulo, no Campo Sapinhoá, no pré-sal de Santos. Também tomou pública a descoberta de petróleo de boa qualidade na região Sul de Tupi, no pré-sal da Bacia de Santos.
Outro comunicado recente da companhia revela que a plata­forma Cidade de Itajaí deverá co­meçar a produzir ainda neste mê no pós-sal de Santos. O pra­zo inicial para a entrada em operação era o ano passado, mas a plataforma pegou fogo parcial­mente durante testes de mar em Cingapura. Em consequência, o cronograma atrasou.
Fonte: Estadão