quarta-feira, dezembro 12, 2012

OGX planeja investir US$ 1,2 bi em exploração em 2013

A companhia pretende perfurar um poço na Bacia de Santos e dez poços na Bacia do Parnaíba


Rio de Janeiro (RJ) - A OGX, petroleira do grupo EBX, de Eike Batista, planeja investir US$ 1,2 bilhão em atividades de exploração em 2013. Desse valor, 20% serão destinados para as fases iniciais da exploração e 80%, para o desenvolvimento da produção.
 
A companhia pretende perfurar um poço na Bacia de Santos e dez poços na Bacia do Parnaíba. A empresa também prevê perfurar três poços na Bacia do Espírito Santo, em parceria com a Perenco, operadora dos blocos.
 
Antecipação de produção
 
O diretor Financeiro e de Relações com Investidores da OGX, Roberto Monteiro, afirmou que a companhia pretende antecipar a produção nos campos de Atlanta e Oliva, no bloco BS-4, na Bacia de Santos, onde a companhia adquiriu recentemente 40% de participação da Petrobras.
 
“Pensamos na antecipação da produção. A Queiroz Galvão [uma das sócias no bloco] está nos ajudando nesse trabalho. Estamos trabalhando numa data para o inicio de produção e do plano de desenvolvimento desse bloco”, afirmou o diretor, em reunião com investidores, no Rio de janeiro
 
Segundo o executivo, a expectativa de volume potencial de óleo na área é de 300 a 400 milhoes de barris.
 
Tubarão Martelo
 
Monteiro afirmou também que a companhia prevê produzir o primeiro óleo do campo de Tubarão Martelo no quarto trimestre de 2013. A chegada da plataforma flutuante de produção e armazenamento (FPSO) OSX-3 está prevista para o terceiro trimestre de 2013.
 
O diretor disse que a companhia vai iniciar a produção de gás natural na Bacia do Parnaíba em janeiro de 2013. Segundo ele, a companhia já concluiu a perfuração de 16 poços produtores. A capacidade de produção nominal é de 6 milhões de metros cúbicos/dia e a capacidade futura, de 7,5 milhões de metros cúbicos/dia.
 
Segundo o executivo, a OGX prevê um resultado operacional de US$ 80 milhões na Bacia do Parnaíba em 2013.
 
 
 
Fonte: Valor Online

Oriente Médio começa a investir em energia solar

Muitos países ricos em petróleo e gás vêm reconsiderando as fontes renováveis, em meio à demanda cada vez maior por energia para abastecer seu alto crescimento econômico e populacional


Oriente Médio - Com área equivalente a quase 300 campos de futebol, em uma remota região desértica, o projeto solar Shams 1 tem grande significado simbólico para os Emirados Árabes Unidos. Quando for completado no fim do ano, será o primeiro projeto solar de grande escala no país rico em petróleo e o maior do tipo no Oriente Médio. Com capacidade plena, vai gerar 100 megawatts e abastecer 20 mil residências. Para os que estão por trás da ideia, o projeto é o sinal mais concreto até hoje de que a energia solar está chegando à região em grande estilo.
"Não somos como muitos outros países que hoje têm uma necessidade desesperada por fontes de energia complementares", diz Ahmed al-Jaber, delegado especial de energia e mudanças climáticas dos Emirados Árabes Unidos e executivo-chefe da Masdar, que é a investidora majoritária no projeto. "Estamos encarando isso a partir de um ponto de vista estratégico [...] queremos tornar-nos um protagonista tecnológico, em vez de um protagonista em energia." O governo planeja gerar 7% de sua eletricidade a partir de fontes renováveis até 2020.
 
Muitos países ricos em petróleo e gás vêm reconsiderando as fontes renováveis, em meio à demanda cada vez maior por energia para abastecer seu alto crescimento econômico e populacional. Também há receios, especialmente na Arábia Saudita, de que seus recursos petrolíferos aparentemente ilimitados já tenham chegado a seu auge e de que algum dia o país poderia se tornar importador.
 
"Estamos no meio de uma reconsideração radical do futuro energético de nossa região", afirma Adnan Z. Amin, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Renovável, com sede em Abu Dhabi. Em meio à badalação com a energia solar, alguns países começaram a traçar metas ambiciosas para o uso de fontes alternativas.
 
Egito e Qatar anunciaram que vão produzir 20% de sua energia com fontes renováveis a partir de 2020 e 2024, respectivamente. A Argélia pretende produzir 22 mil megawatts com fontes renováveis entre agora e 2030. A Arábia Saudita anunciou meta de 10% para 2020 e o Kuwait, de 15%, para 2030.
 
"Se você falasse de energia renovável há cinco ou seis anos para qualquer um na região, ele diria 'não podemos fazer isso, seria como atirar no próprio pé, somos produtores de petróleo'. Hoje, ninguém diria isso", diz Tarek El Sayed, da consultoria Bozz & Company.
 
 
Fonte: Valor Econômico

terça-feira, dezembro 11, 2012

Petrobras obtém licença do Ibama para Sapinhoá


A Petrobras obteve uma das principais licenças ambientais aguardadas para a exploração do pré-sal da Bacia de Santos. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) concedeu a licença de instalação (LI) para que a companhia avance no campo de Sapinhoá. A licença autoriza, praticamente, a exploração de petróleo e gás na região, já que libera a estatal para ligar os cabos de exploração de sua plataforma até os campos. Executada esta etapa, a licença de exploração é emitida automaticamente.
A exploração de Sapinhoá será feita pela plataforma Cidade de São Paulo, que deixou o estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis, no litoral do Rio, com destino a Santos. A plataforma vai operar em uma profundidade de água de aproximadamente 2.200 metros, a cerca de 300 quilômetros do litoral paulista. O plano da Petrobras é extrair o primeiro óleo da plataforma já em janeiro de 2013, com a interligação do primeiro poço produtor. Outras interligações ocorrerão na sequência, até o total de seis poços produtores e cinco poços injetores.
A autorização do órgão de meio ambiente, que foi assinada pelo presidente do instituto, Volney Zanardi, já se baseia nos novos parâmetros de licenciamento que o órgão ambiental passou a aplicar no setor de petróleo. O licenciamento passou a ser dados para blocos de exploração, em vez de iniciar um processo para cada poço, mudança que tem resultado em maior agilidade no licenciamento.
A plataforma Cidade de São Paulo tem capacidade de produzir 120 mil barris por dia de petróleo e 5 milhões de metros cúbicos diários de gás. A unidade, do tipo FPSO, que produz, armazena e transfere óleo e gás, será a primeira plataforma de produção definitiva do campo de Sapinhoá.
O plano da Petrobras para a região prevê mais uma unidade flutuante de produção, com previsão de início de produção no segundo semestre de 2014. Esta segunda unidade de produção, batizada como Cidade de Ilhabela, já foi contratada pelo consórcio formado entre a Petrobras, a companhia britânica BG Group e a associação Repsol Sinopec Brasil e encontra-se em fase de conversão.
O consórcio do chamado Bloco BM-S-9 da Bacia de Santos é operado pela Petrobras (45%), em parceria com a BG E&P Brasil Ltda (30%) e a Repsol Sinopec Brasil S.A. (25%). O valor dos empreendimentos na Bacia de Santos – Etapa 1 é de cerca de 19,5 bilhões de reais.
A produção média da Petrobras nas áreas do pré-sal mais que dobrou de janeiro de 2011 para novembro deste ano, passando de 85 mil barris de óleo equivalente por dia (BOE/dia) para 211 mil barris BOE/dia.
Desde o início da produção da companhia nas áreas do pré-sal, em setembro de 2008, a Petrobras já produziu um volume total de 118 milhões de barris de óleo equivalente, se somadas as explorações nas Bacia de Santos e Bacia de Campos. O projeto Piloto de Lula, na Bacia de Santos, está produzindo em quatro poços de 90 mil a 100 mil barris de petróleo por dia, segundo informações da companhia.
O plano de negócios da Petrobras entre 2012 e 2016 prevê investimentos totais de US$ 69,6 bilhões nas áreas do pré-sal, sendo US$ 58,9 bilhões na Bacia de Santos e US$ 10,7 bilhões na Bacia de Campos. (Colaborou Rafael Rosas, do Rio)
Fonte: Valor