quinta-feira, novembro 22, 2012

Campos já passou seu ápice de produção, diz Petrobras

O gerente-geral da Unidade Operacional Rio de Janeiro, Eberaldo de Almeida Neto, comentou que as bacias maduras têm potencial declinante.


Rio de Janeiro – A gerente-executiva de Engenharia de Produção de Exploração e Produção (E&P) da Petrobras, Solange Guedes, afirmou nesta quarta-feira que “a Bacia de Campos (unidades mais maduras) já passou de seu ápice de produção, isso é fato”.

Já o gerente-geral da Unidade Operacional Rio de Janeiro, Eberaldo de Almeida Neto, comentou que as bacias maduras têm potencial declinante. Segundo ele, a eficiência representa o quanto se consegue extrair deste potencial. “Queremos melhorar a eficiência”, disse.

Segundo Solange, os US$ 710 milhões que serão investidos no Programa de Aumento da Eficiência Operacional (Proef) da Unidade Rio de Janeiro da Bacia de Campos gerarão retorno de até US$ 2,2 bilhões. De acordo com ela, é um investimento preventivo e de sustentação da produção que gera resultados.

A Unidade Rio de Janeiro responde por 47% da produção em áreas mais novas. A mais antiga tem 12 anos. A unidade tem 91% de eficiência e tem como meta chegar a 94% em 2016.

A Unidade Bacia de Campos, por sua vez, responde por 24% da produção em plataformas mais antigas. A partir de 2009, houve queda da eficiência, chegando a 70%. Com o programa, hoje a eficiência já subiu a 72%. O Proef, neste caso, visa recuperar a produção.

Manutenção

Segundo Eberaldo Neto, as paradas para manutenção da Petrobras vão acontecer a partir de agora a cada três anos. Antes, era avaliado caso a caso, e não havia cronograma estabelecido. Segundo ele, o objetivo é tornar as paradas mais previsíveis para a empresa e para o mercado, o que pode reduzir seu tempo. As paradas devem ser em média de 15 dias.

Fonte: Sabrina Valle, do ESTADÃO

Petrobras vai iniciar produção de etanol em Moçambique em 2014

A petrolífera brasileira Petrobras vai começar a produzir etanol em Moçambique a partir de 2014, anunciou terça-feira em Maputo o presidente da Petrobras Combustíveis, Miguel Macedo.

Falando em Maputo na conferência “Brasil e África: Opção pelo Desenvolvimento Sustentável”, Miguel Macedo disse que a empresa vai montar uma destilaria em 2013, para iniciar a produção de etanol em 2014.

“De acordo com o calendário aprovado, os pormenores do projecto deverão ficar concluídos até Dezembro, em 2013 será construída a destilaria e em 2014 iniciar-se-á a produção de etanol (álcool etílico)”, disse ainda o presidente da Petrobras Combustíveis.

Em Maio passado, Miguel Rosseto, presidente da Petrobras Biocombustível, havia afirmado que a empresa estava a receber cotações de preços dos equipamentos a serem instalados na fábrica de etanol (álcool etílico) a ser construída em Moçambique.

Rossetto disse ainda que a empresa iria investir inicialmente 20 milhões de dólares a fim de 20 mil metros cúbicos (20 milhões de litros) por ano para abastecer o mercado moçambicano.

“Já produzimos açúcar em Moçambique indo agora dar início à produção de etanol a partir do melaço”, disse Rosseto, no decurso de um encontro organizado pelo estatal Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social (BNDES) de apoio a investimentos brasileiros em África.

Rosseto revelou igualmente que os investimentos serão feitos através da Guarani, empresa associada à Petrobras Biocombustível, onde o grupo petrolífero Petrobras controla 45,7% do capital social desde a sua aquisição em 2010.

Fonte: Macauhub

quarta-feira, novembro 21, 2012

Petróleo deles e prejuízos nossos

Enquanto as jazidas do pré-sal brasileiro não forem sugadas na quantidade esperada, mesmo com os altos índices de produção própria, nosso País seguirá sofrendo com mais intensidade os efeitos das oscilações do preço internacional do petróleo.

Em verdade, mesmo quando a produção sonhada estiver jorrando, as variações do preço global do produto seguirão interferindo no valor cobrado aos brasileiros, pois mesmo abundante, não se justifica o populismo econômico. Até porque estamos tratando de um bem não-renovável e cujo uso deve ser balizado pelos valores reais de mercado como forma de evitar desperdícios, depreciações e coisas do tipo.

Mais pressões se ajuntam sobre a Petrobras, fazendo com que os prejuízos da empresa se ampliem. O saldo negativo da estatal já alcança a estratosférica marca de R$ 14,6 bilhões, segundo as contas do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE). O motivo desse vermelhão, repetimos, é a diferença entre os valores que a estatal paga pelos produtos no exterior e os de venda interna. Detalhando esse prejuízo, de janeiro a setembro deste ano o estrago é de R$ 11,1 bilhões para os negócios com óleo diesel, e R$ 3,5 bilhões para a venda de gasolina. E, a partir de agora, tende a aumentar.

O agora multiplicador desse dano à Petrobras é o tradicional aumento de preço do petróleo quando estouram guerras no Oriente Médio. O recrudescimento da beligerância entre Israel e os palestinos sitiados na Faixa de Gaza é o fator turbinante da hora. Ora, mas nem Gaza nem Israel produzem petróleo, poderia redarguir alguma voz desavisada. Verdade. Mas quando israelenses e palestinos entram em batalha aberta, todo o mundo árabe sente-se ameaçado, e responde com sua arma mais eficiente: o aumento do preço do petróleo.

Como a paz está cada dia mais distante das terras médias orientais e, além da matança em curso na Faixa de Gaza, as tensões sobre o Irã só aumentam, ulula a evidência de novos aumentos no preço internacional do óleo de pedra. E nós vamos pagar mais caro por esta conta brasileira que está sendo fechada errada desde antes.

Fonte: gazetaweb.globo.com