sexta-feira, agosto 17, 2012

Sotreq inicia projeto de expansão em Macaé

Unidade de Petróleo e Marítimo, que comercializa motores e grupos geradores Caterpillar e MaK, adquiriu terreno de 25 mil m2

Rio de Janeiro (RJ) - A Sotreq está em processo de expansão em Macaé, conforme anunciou recentemente o diretor da unidade de Petróleo e Marítimo da empresa, Gustavo Sepúlveda. Em entrevista à Macaé Offshore, realizada durante a Navalshore 2012, o executivo revelou que o objetivo da Sotreq é reforçar sua presença na região, que é responsável por 83% da produção nacional de petróleo e concentra grandes projetos de energia.

“A Sotreq está presente em Macaé há mais de dez anos e, desde a sua chegada, tem oferecido um suporte ao produto bastante diferenciado nas áreas de indústria naval, petróleo e gás. Nossa estrutura na cidade será significativamente ampliada para trazer mais benefícios e melhor atendimento aos clientes da região. Adquirimos um terreno de 25 mil m2 e instalaremos uma nova filial, atualmente em fase de projeto, com previsão de entrega para junho de 2013. Nessa unidade, a Sotreq vai focar na prestação de serviços técnicos de montagem, operação e manutenção de motores e grupos geradores, além de estoque de peças sobressalentes”, detalha Sepúlveda.

Mais sobre a empresa

A Sotreq faz parte de um grupo empresarial que atua em vários setores, como construção, mineração, energia, movimentação de materiais e trading. No segmento de óleo e gás, sua atuação é feita por meio do fornecimento de uma ampla linha de motores para aplicação na indústria do petróleo onshore e offshore.

“Temos uma das maiores linhas do mercado, que vai de motores de alta rotação de pequenas e altas potências a motores de média rotação, com alto desempenho e grandes potências. Além de grupos geradores oferecemos também motores para acionamento mecânico de bombeamento de óleo, compressão de gás e combate a incêndio”, completa o diretor.

Entre os equipamentos comercializados, destacam-se os motores diesel marítimos da linha Caterpillar para propulsão mecânica na faixa de 93 bkW a 7.200 kW, propulsão diesel-elétrica de 189 bkW a 5.420 bkW e grupos geradores marítimos de 11 ekW a 5.200 ekW. Destaque também para os motores da linha MaK (diesel e óleo pesado), com marítimos de propulsão, de 1.020 bkW a 16.000 bkW e grupos geradores de 970 ekW a 15.360 ekW.

Segundo Gustavo Sepúlveda, 2011 foi marcado pela realização de grandes negócios e, para 2012, as perspectivas positivas estão mantidas. “Os resultados têm sido muito bons. Estamos acima da perspectiva de crescimento que havíamos projetado. Na verdade, estamos colhendo aquilo que vem sendo semeado ao longo dos anos, quando investimos em pessoas, infraestrutura e ferramentas. Aqui na Navalshore, compartilhamos esse sucesso com os clientes.”

Conteúdo local

A questão do conteúdo local vem sendo analisada em profundidade há vários anos pela Sotreq. “O conteúdo local é resultado de uma política governamental bastante acertada e que deve perdurar. Na fábrica da Caterpillar em Piracicaba (interior de São Paulo), entregamos grupos geradores da família 3.500 com índice de nacionalização acima de 60%. Na linha de motores de média rotação, também já evoluímos significativamente nesse sentido e poderemos anunciar oficialmente, em breve, novos compromissos com o mercado”, adianta Sepúlveda.

quinta-feira, agosto 16, 2012

Petrobras e OSX fecham contrato para a integração de dois FPSOs

Objetivo do contrato com a empresa de Eike Batista é integração de duas unidades flutuantes de produção, armazenamento e transferência

petróleo e gás natural e a Mandes Júnior, informaram ao mercado hoje (15) sobre a assinatura de contrato da OSX Construção Naval com a Tupi B.V., subsidiária da Petrobras, para integração de dois FPSOs (unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência), P-67 e P-70, com opção ainda de contratação para integrar uma terceira unidade, P-72 ou P-73.

Segundo a OSX, o empreendimento deve gerar cerca de 3.000 empregos diretos e sua duração é de 60 meses. Os serviços de engenharia executiva começam imediatamente e o início de construção dos módulos do Pacote I para as duas plataformas está previsto para fevereiro de 2013.

Os FPSOs (Floating, Production, Storage and Offloading) são unidades de produção, armazenamento e transferência de óleo e gás. São chamadas de “Replicantes” porque tiveram seus projetos reproduzidos e padronizados. Depois de construídos, cada FPSO terá capacidade de processamento de até 150.000 barris de petróleo por dia e compressão de 6 milhões de metros cúbicos de gás.

Da Redação com informações da assessoria de imprensa da OSX

Petrobras vai defender Transocean na Justiça

O TRF decidiu pela suspensão das atividades da empresa no Brasil em razão das operações que causaram vazamento de óleo em Frade

Rio de Janieiro (RJ) - A Petrobras vai recorrer na Justiça para que seja revista a decisão do Tribunal Regional Federal de suspender as atividades da Transocean Brasil no País. A decisão deu-se em função do vazamento de óleo ocorrido no campo de Frade (RJ), operado pelas duas empresas, no final do ano passado e em março deste ano. "Na nossa visão, não há razão para que a Justiça embargue as operações da Transocean e da Chevron",afirmou hoje o diretor de Exploração e Produção da Petrobras, José Formigli. Ele concedeu coletiva de imprensa, na sede da empresa no Rio, para detalhar o Plano de Negócios da estatal para o período 2012-2016 na área de E&P.

Segundo ele, essa decisão pode acarretar problemas em outras áreas nas quais a Transocean trabalha para a Petrobras em outras áreas de exploração fora o campo de Frade, no total oito. "Vamos respeitar a decisão, mas já estamos trabalhando em conjunto com o nosso setor jurídico, com a Transocean e, dentrro do possível, com a ANP, de forma articulada.

No último dia 31 de julho, a Quinta Turma Especializada do Tribunal Regional Federal, da 2ª Região (TRF2), estabeleceu o prazo de 30 dias para que as empresas Chevron e Transocean Brasil suspendam suas atividades de extração e transporte de petróleo no Brasil. O colegiado do TRF2 atendeu a pedido de liminar do Ministério Público Federal (MPF), feito em agravo de instrumento.

A Chevron e a Transocean são acusadas de ter causado derramamentos de óleo cru no Campo de Frade, na Bacia de Campos, litoral norte fluminense, em novembro de 2011 e março de 2012. Segundo a denúncia do MPF, o dano ambiental ocorreu em razão de operações de perfuração mal executadas. O descumprimento da decisão gera multa diária de R$ 500 milhões.