sexta-feira, agosto 03, 2012

Odebrecht abre inscrições para programa de trainee

A Organização Odebrecht abriu inscrições para seu Programa Jovem Parceiro, que selecionará estagiários e trainees para trabalhar em diversos segmentos da empresa. As vagas são para as cidades de Salvador, São Paulo, Recife e Rio de Janeiro.

Os candidatos às vagas de estagiários devem ter formação prevista entre dezembro de 2013 e dezembro de 2014. Já as vagas de trainee exigem graduação entre dezembro de 2010 e dezembro de 2012.

Os contratados começarão a trabalhar no início de 2013 em um dos seis negócios da empresa: Odebrecht S.A., Odebrecht Energia, Odebrecht Engenharia Industrial, Odebrecht Óleo & Gás e Odebrecht Realizações Imobiliárias.

O processo seletivo consiste em testes online de inglês e lógica, dinâmica de grupo, entrevista virtual com consultoras, avaliação oral de inglês e entrevista presencial. As inscrições são feitas pelo site do programa http://www.odebrecht.com.br/jp2013 /) até o dia 31 de agosto.

Justiça suspende operações da Chevron e Transocean no país

A empresa já recebeu multa no valor de R$ 60 milhões do Ibama por causa de vazamento no Campo do Frade

Rio de Janeiro (RJ) - A Chevron e a Transocean têm 30 dias para suspender as atividades de extração e transporte de petróleo no país, segundo liminar concedida hoje pela Justiça ao Ministério Público Federal.

O MPF havia ajuizado no início deste ano ação civil pública contra a operação das duas empresas no país, mas foi negada em primeira instância.

Segundo o Tribunal Regional Federal da 2ª região, que concedeu a liminar, a decisão ocorreu por apreciação do mérito de um agravo interno (uma espécie de pedido de reconsideração) apresentado pelo MPF à Quinta Turma Especializada.

"Em abril, o relator do processo no Tribunal havia negado o seguimento do agravo, através de decisão monocrática", informou o TRF2.

A Chevron pediu em março para suspender suas operações no país, mas já manifestou à ANP (Agência Nacional do Petróleo) intenção de retomar a produção de cerca de 70 mil barris de óleo equivalente no campo de Frade, na bacia de Campos, onde em novembro do ano passado ocorreu um acidente que jogou no mar 2,4 mil barris de petróleo.

A empresa já recebeu multa no valor de R$ 60 milhões do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), mas está recorrendo, e em breve será multada em cerca de R$ 40 milhões pela ANP, que fez 25 autuações à companhia americana por causa do acidente.

Na ação civil pública, o MPF pediu que o descumprimento da liminar significasse multa diária de R$ 500 milhões. O Ministério argumenta que houve "dano ambiental ocorrido em razão de operações mal executadas".

Segundo o TRF2, o colegiado acompanhou o voto do juiz federal convocado Ricardo Perlingeiro. A suspensão da operação está prevista até a conclusão dos processos administrativos instaurados pelo MPF, pela ANP e pelo Ibama.

O TRF2 não deixou claro se todas as operações da Transocean no país terão que ser suspensas ou apenas às referentes à região do acidente.

A Chevron opera apenas o campo de Frade no Brasil, enquanto a Transocean tem plataformas em outros campos.

A ANP concluiu juntamente com o Ibama relatório sobre o acidente na semana passada, e em meados de agosto deverá divulgar o valor da multa à Chevron.

Perlingeiro alertou ainda que a ANP e o Ibama devem repensar "as estratégias de avaliação de riscos e prevenção de acidentes ambientais nos campos de exploração de petróleo em alto mar, impondo às empresas a adoção de medidas eficazes, no intuito de evitar ou minimizar a degradação ambiental, em observância aos princípios de precaução e da prevenção".

Fonte: Folha de São Paulo

quinta-feira, agosto 02, 2012

Cresce mercado para geólogos

Empresas de mineração, petróleo e gás estão contratando geólogos, mas a ascensão profissional depende de constante qualificação técnica

São Paulo – A exploração de novas minas e o crescimento do setor de petróleo no brasil fizeram aumentar a procura por geólogos no último ano. o problema é que o profissional que o mercado busca — experiente e dono de conhecimento técnico aprofundado — não existe em número suficiente. “A grande questão é que é necessária muita especialização”, diz Adriana caixeta, gerente de recrutamento da Michael Page do Rio de Janeiro.

Por causa disso, não funciona com geólogos a estratégia de pescar recém-formados e colocá-los para aprender na prática, tão comum em outras profissões. Como resultado, os mais procurados e cobrados têm entre 30 e 35 anos. “Eles se formaram há dez anos, têm experiência no mercado e já partiram para uma especialização acadêmica”, diz Adriana.

Para se manter valorizado, o geólogo deve melhorar a formação, se possível no exterior. “Para cada terreno há um tipo de tecnologia diferente de exploração e por isso é importante ficar por dentro do que acontece na europa, nos Estados Unidos e, principalmente, no Iriente Médio”, afirma bruno Fonseca, líder da área de óleo e gás da empresa de recrutamento hays.

“Você nunca pode parar de estudar. Mestrado, doutorado, pós-doutorado, troca de experiência com profissionais de outros países e constante conexão com as tecnologias estrangeiras são fundamentais para permanecer competitivo”, diz Rogério Santos, professor de geofísica de petróleo na Universidade Federal Fluminense (UFF) e consultor técnico da Petrobras. “Por isso, nesse mercado, é importante trabalhar em uma empresa que invista na formação de seus profissionais.”

Com perfil bastante técnico, reservado e mais individualista, o geólogo que deseja aproveitar o momento e encaminhar sua carreira precisa estar conectado. “Esse é um mercado de relacionamento. os profissionais dificilmente se candidatam a alguma vaga. A maioria das contratações é fechada por meio de indicação”, diz Adriana, da Michael Page.

A boa notícia é que o campo de trabalho é tão restrito que praticamente todo mundo se conhece. “O geólogo hoje tem de conhecer as pessoas da área que possam indicálo para oportunidades que aparecem”, conta Adriana.

Para quem está entrando no mercado, Rogério prevê dificuldade em conseguir o primeiro emprego e a competição com alguns profissionais estrangeiros mais preparados, que, fugindo da crise na Europa e nos Estados Unidos, têm buscado emprego no Brasil. “Não adianta se iludir achando que está pronto e parar no tempo. A concorrência é muito pesada”, afirma Rogério, que vê a capacidade de absorver tantas informações como o principal trunfo da geração mais nova de geólogos. Luana Medeiros, de 28 anos, se formou há cinco pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

Depois de oito meses de formada, sem conhecer ninguém e com um currículo de uma folha, resolveu ir para o Rio de Janeiro, por conta própria, bater na porta das empresas. “O início é complicado. Ninguém o conhece, você não tem uma área específica de atuação. Mas descobri que as companhias sempre querem contratar alguém para treinar”, diz. Após muita procura, Luana encontrou uma vaga na PGP, consultoria que prestava serviço e em seguida foi comprada pela Vale.

Trabalhou por três anos em diferentes projetos, fez sua primeira viagem ao exterior e diversos cursos no Brasil, até ser indicada para a Queiroz Galvão Petróleo, no Rio de Janeiro. “O mundo da geologia é muito pequeno, as pessoas vivem pedindo indicação umas às outras”, diz. A decisão de sair da Vale foi calculada. “Eu queria migrar para uma operadora de petróleo.”

Há sete meses no novo emprego, Luana já fez três cursos de análise de risco e petrofísica e pretende começar o mestrado ainda no primeiro semestre. “Estou me sentindo atrasada. Na geologia, os cursos que fiz são equivalentes a uma graduação, todo mundo já fez”, brinca.

Certa da área em que pretende se especializar e ciente da velocidade que esse mercado demanda para os profissionais mais jovens, ela já pensa nos passos que precisa dar adiante. “Esse é o meu caminho. Agora é correr.”

Fonte: Exame