quinta-feira, março 01, 2012

Seguros para o pré-sal


Seguros para o pré-sal Como primeiro vazamento do pré-sal controlado,o tema dos seguros para esse tipo de operação merece ser analisado. O pré-sal não é apenas a promessa do aumento da produção de petróleo brasileira.Não se trata de prospecção tradicional, feita em terra desde a segunda metade do século 19 e no mar desde a segunda metade do século 20.

Foi no mar que a Petrobrás se tornou uma das principais petroleiras do mundo e, por causa disso, uma das empresas que melhor conhece a exploração de petróleo em águas profundas.

Mas a diferença entre exploração em águas profundas e na camada do pré-sal é brutal. Os pontos comuns são apenas dois: a exploração de petróleo e ela acontecer no oceano Atlântico.

O pré-sal está muito mais fundo do que todos os outros poços de petróleo até agora explorados pela Petrobrás ou qualquer outra empresa em águas brasileiras.

Quer dizer, chegar lá é muito mais complexo do que explorar poços mais rasos.Além disso, é inédito no mundo.

O Brasil é o primeiro país a se dedicar à exploração de óleo em águas extremamente profundas.

Vale dizer,há pouca tecnologia para isso.

É verdade, como disse o gestor de um grande fundo de investimentos norte-americano,que tecnologia é basicamente uma questão de dinheiro.

Tendo financiamento ela é rapidamente desenvolvida.E o que é preciso para a decisão de realizar esses investimentos é a visualização dos lucros, o que, no caso do pré-sal, é fácil.

Assim, garantir que o pré-sal será economicamente viável em breve é chover no molhado.O duro é garantir que esta exploração não tem riscos ou que os riscos são semelhantes aos da prospecção em águas mais rasas.

Não são.As dificuldades de se trabalhar em grandes profundidades são muito mais complexas.Os equipamentos devem ser mais sofisticados e mais resistentes.A perícia dos técnicos tem de ser maior. Os cuidados com segurança devem ser intensos e constantes.

As garantias para perdas de todas as ordens devem ser muito bem dimensionadas.

Os seguros para a exploração do pré-sal não são produtos encontráveis nas prateleiras de todas as seguradoras,colocados à disposição de todos os segurados como uma apólice de seguro de automóvel.

Em função das ordens de grandeza envolvidas, dos equipamentos e dos riscos potenciais, esses produtos passam pela mais absoluta individualização, cada garantia desenhada especificamente para uma situação.

Pode-se dividir os riscos envolvidos em três grandes grupos de cobertura.

Os riscos financeiros e de garantia, os riscos patrimoniais e os riscos de responsabilidade.

Sem garantir os investimentos e o financiamento das operações não é sequer possível falar em operação do pré-sal.

Ninguém investirá bilhões de dólares sem ter a certeza de que o investimento está protegido. Tampouco haverá contratações e subcontratações sema certeza da capacidade operacional de cada um dos envolvidos e da entregado contratado nos prazos previstos.

Só depois da certeza da contratação destas garantias é que se pensará nos seguros patrimoniais destinados a proteger os equipamentos a serem utilizados e que vão de singelas bombas de porão até perfuradoras de grande profundidade, além da tubulação para trazer o óleo para a superfície, passando pelas plataformas e por dezenas de milhares de equipamentos, ferramentas, parafusos, porcas, etc., indispensáveis ao processo.

Ainda dentro dos riscos patrimoniais, é fundamental se ter seguro que garanta a interrupção da produção, pelas mais diversas causas.

Finalmente, existe toda uma gama de riscos de responsabilidade civil que não pode ser descurada, inclusive porque é aí que podem residir as maiores indenizações.

Dada a complexidade das garantias e os valores envolvidos, não há como se imaginar que uma única companhia de seguros terá condições de desenvolver e assumir todos os riscos. O pré-sal terá seus seguros viabilizados pela participação de um grande número de companhias, capazes de dar a capacidade financeira e a tecnologia necessárias.

Fonte: http://www.clickmacae.com.br/

Petrobras anuncia nova descoberta no pré-sal da Bacia de Campos



A Petrobras (PETR3, PETR4) comunicou a descoberta de nova acumulação de hidrocarboneto na camada pré-sal, ao sul Bacia de Campos, no litoral fluminense.

A descoberta ocorreu durante a perfuração do prospecto conhecido informalmente como Pão de Açúcar, no bloco BM-C-33. O poço descobridor está localizado em lâmina d'água de 2.800 metros, a 195 quilômetros de distância da costa do estado do Rio de Janeiro. A operadora da área é a Repsol-Sinopec Brasil, que tem 35% de participação, em parceria com a Statoil (35%) e a Petrobras (30%).

Conforme o comunicado, o poço perfurado identificou uma coluna total de hidrocarboneto de 480 metros de espessura, com cerca de 350 metros de reservatórios portadores. O teste de formação, feito numa seção parcial de um dos reservatórios (de aproximadamente 220 metros), indicou uma produção de 5 mil barris de petróleo e 807 mil metros cúbicos de gás por dia.

"O consórcio conduzirá estudos complementares na área, a partir dos dados obtidos nesse poço, para confirmar a extensão e o volume da descoberta", diz a estatal em nota.

Fonte: http://dinheiro.br.msn.com/

quarta-feira, fevereiro 29, 2012

Para especialistas, R$ 1bi é pouco para evitar vazamentos de petróleo


RIO - A conclusão do Plano Nacional de Contingência (PNC) pelo governo federal é um avanço, mas o apoio às ações emergenciais de controle dos vazamentos deve ser acompanhado de um sistema eficaz de monitoramento, afirmam especialistas. O valor previsto no orçamento, de R$ 1 bilhão por ano, é considerado pequeno. Técnicos e ambientalistas dizem que é necessário destinar mais recursos à compra de embarcações e aeronaves para facilitar o acesso aos locais dos vazamentos.- É um valor simbólico.

A ideia da rubrica geral também dá uma ideia de frouxidão na ação. As agências reguladoras, muitas vezes, não conseguem receber o que está destinado para elas, que dirá de uma rubrica geral. O dinheiro vai acabar sendo contingenciado - critica o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires.

Para o diretor do Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe) da UFRJ, Luiz Pinguelli Rosa, o valor é "uma estimativa". O oceanógrafo David Zee, da Uerj, afirma que falar em valores neste momento é "prematuro e vago". Além da supervisão via satélite, Pinguelli Rosa destaca que são necessários investimentos em pesquisa e desenvolvimento de dispositivos na "boca do poço".

- Nossa proposta não se esgota no monitoramento. É preciso melhorar a prevenção. Temos um grupo de engenharia oceânica estudando soluções para prevenção. Na engenharia, o risco zero é igual a custo infinito, não pode ser alcançado, mas é possível reduzir esse risco a patamares aceitáveis.
Segundo David Zee, o plano deveria ser uma evolução do Programa de Excelência em Gestão Ambiental e Segurança Operacional (Pegaso), da Petrobras, criado após o vazamento de 1,3 milhão de litros de óleo na Baía de Guanabara, em janeiro de 2000.

- O Pegaso é o embrião interessante, mas é preciso dividir a responsabilidade. Hoje em dia, está tudo nas costas da Petrobras. Poderia ser formado um consórcio de empresas - disse.

Adriano Pires diz que o monitoramento é fundamental porque as empresas têm tendência a subestimar o tamanho do problema:

- As punições impostas pelos órgãos reguladores (que vão de R$ 5 mil a R$ 50 milhões, segundo a Lei de Crimes Ambientais) não assustam as empresas, que movimentam valores muito mais elevados.

Produção da Petrobras sobe 2,6% em janeiro deste ano

Carlos Minc, secretário estadual do Ambiente, no Rio, ressalta que é preciso fiscalização mais intensa:
- Há ainda instrumentos, com os mapeamentos feitos pelo Ministério do Meio Ambiente, que poderiam ser usados com maior frequência.
A coordenadora da campanha de Oceanos do Greenpeace Brasil, Leandra Gonçalves, diz que há desproporção entre os investimentos em exploração e a criação de tecnologias mais seguras:

- A Chevron pagou multas pelo vazamento, mas ainda não indenizou ninguém. Precisam ser melhorados os sistemas de medição das manchas e de impacto na biodiversidade.

Com a entrada de novos poços em operação, a Petrobras informou que a produção média de petróleo e gás subiu 2,6% em janeiro, na comparação com o mesmo mês de 2011, alcançando 2.731.154 barris de óleo.

Fonte: http://www.clickmacae.com.br/