sexta-feira, dezembro 30, 2011

Atlântico Sul nega problemas com João Cândido e afirma que vai entregá-lo em 2012


O Estaleiro Atlântico Sul (EAS) está com 22 navios em sua carteira de encomendas, o casco da P-55, além das sete sondas de perfuração em grandes profundidades assinadas com a Sete Brasil no início do ano. A entrega do navio João Cândido, o primeiro a ser lançado ao mar dos encomendados pelo Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef) da Transpetro, deveria ser feita em 2010, mas o atraso vai se prolongar até 2012. O diretor administrativo do estaleiro, Sérgio Loureiro, respondeu por email às perguntas do repórter Daniel Fraiha e negou que o navio tenha problemas em sua estrutura. De acordo com o executivo, um dos motivos para os atrasos foi a necessidade de formar mão de obra local.

Quais navios estão em construção no momento, em que fase estão, e quais as previsões de entrega?

Temos 22 navios petroleiros em carteira, encomendados pela Transpetro. Dois desses navios se encontram numa etapa mais avançada de construção. O petroleiro Suezmax João Cândido está em fase final de seus testes de sistemas e acabamento e, tão logo sejam concluídos esses procedimentos, seguirá para a etapa de provas de mar, que precede a entrega do navio ao armador, a Petrobrás Transporte S/A (Transpetro). A entrega será realizada no início do ano de 2012. Em relação ao petroleiro Suezmax Zumbi dos Palmares, segunda embarcação das encomendas da Transpetro, a entrega será entre julho e agosto de 2012.

Há rumores de que navio João Cândido está com problemas de acabamento. É verdade?

O navio João Cândido não apresenta qualquer problema estrutural, segundo atesta a American Bureau of Shipping (ABS), uma das maiores classificadoras da indústria naval mundial.

Como foi o processo de construir o estaleiro e os primeiros navios ao mesmo tempo?

Num momento inicial da história do EAS, a construção em paralelo do estaleiro e do seu primeiro navio, somada ao treinamento e à curva de aprendizagem dos funcionários, resultou numa complexa gestão de projeto. Hoje boa parte dos desafios estão superados. O Estaleiro Atlântico Sul, que já está concluído, é o maior estaleiro do país e também o mais moderno. Ele representa a retomada da construção naval no país nos moldes internacionais de qualidade e nível tecnológico que produzirá navios do mesmo padrão que os mais modernos do mundo. E optamos por utilizar mão de obra local. Isso demandou aprendizado e tempo necessário para treinar nossos operários até deixá-los aptos a fazer o trabalho de forma rápida e eficaz. Mas também estamos conseguindo superar essa curva. Vale ressaltar que qualquer outro estaleiro que venha a surgir no país vai passar por um período de dificuldade semelhante ao que nós passamos. O Brasil precisa voltar a formar mão de obra especializada para essa área.

Quais as expectativas com a licitação das 21 sondas da Petrobrás para o pré-sal? Como será a fabricação dessas sondas, mais de uma ao mesmo tempo ou uma de cada vez?

Por uma questão estratégica e de mercado, a nossa empresa prefere, por ora, não tecer comentários sobre os navios-sonda.

Como vêem o mercado de mão de obra para a indústria naval atualmente?

A qualificação da mão de obra é um dos maiores desafios do setor naval e de petróleo e gás como um todo no Brasil. Somos parceiros ativos na superação desse problema. Firmamos convênios e parcerias com diversas instituições técnicas e acadêmicas, com o Governo Federal, Governo de Pernambuco e Prefeitura de Ipojuca para formar trabalhadores em todos os níveis, do operário ao profissional pós-graduado. É um desafio. Mas também é uma oportunidade para milhares de brasileiros de conseguir formação e especialização em profissões que serão cada vez mais requisitadas pelo mercado.

Como lidou com as greves de funcionários e quais foram os motivos?

Ao longo do mês de setembro, houve um movimento grevista conduzido por um grupo minoritário de funcionários, à revelia da campanha salarial da categoria dos metalúrgicos e do Sindicato dos Metalúrgicos de Pernambuco. Esse movimento, como é de conhecimento público, resultou em violência contra os trabalhadores da própria empresa, impedimento ao direito de ir e vir no Complexo de Suape, depredação do patrimônio público e privado e na instauração de um clima de terror, ameaças, constrangimento e boatos no Estaleiro. Essa situação impactou fortemente as atividades da empresa, afetando as suas operações e prejudicando a finalização do navio. Democraticamente, o EAS sentou-se à mesa de negociações com o Sindicato, sempre com mediação da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego e do Ministério Público do Trabalho de Pernambuco. E foi usando os mecanismos do Estado Democrático de Direito que superamos esse conflito.

Há rumores no mercado de que o EAS estaria com um déficit superior a R$ 1,2 bilhão no caixa. É verdade?

Não. Não há esse déficit.

Acreditam que o Brasil terá condição de competir em pé de igualdade com os estaleiros de Cingapura e Coréia do Sul no futuro?

Fazer navio no Brasil é um grande desafio, mas precisamos ter essa ousadia e firmeza de propósito. O que difere países desenvolvidos dos em desenvolvimento é a capacidade de produzir bens com alto valor agregado e com tecnologia de ponta. É isso que o Brasil quer ser e é isso que ele está fazendo. E nós fazemos parte desse projeto. A indústria local nunca será capaz de produzir um navio se não houver um investimento maior inicialmente. Jamais desenvolverá essa competência e essa habilidade se os navios forem adquiridos no exterior. Trata-se de uma escolha de política industrial: o que é ou não mais apropriado para o desenvolvimento do país e de sua indústria. E se em 20 a 30 anos a Coréia do Sul conseguiu se firmar como potência da construção naval, por que o Brasil, que já foi o número dois do setor no mundo, não pode soerguer a sua indústria de embarcações e competir internacionalmente?

Fonte: http://www.clickmacae.com.br/

quinta-feira, dezembro 29, 2011

Petrobras abrirá 17 mil vagas até 2015, 4 mil só em 2012


Oportunidades serão destinadas a candidatos de níveis Médio, Médio Técnico e Superior

Rio - A Petrobras vai abrir 17 mil vagas no País até 2015. Das oportunidades, quatro mil serão já no ano que vem. Os dados estão no plano de negócios da companhia e adiantado pela coluna Concursos & Empregos no início do mês.

A estatal planeja fazer dois processos seletivos por ano. Mas o número poderá ser ampliado, de acordo com a necessidade. Em 2011, foram feitos quatro concursos públicos.

As chances serão destinadas a candidatos de níveis Médio, Médio Técnico e Superior. “O maior número será destinado aos cargos de engenheiro, geólogo, geofísico, técnico de operação e técnico de manutenção”, afirmou Lairton Corrêa, gerente de Gestão do Efetivo da Petrobras.

A estatal criou um site para interessados em ingressar na indústria de petróleo, gás e energia e no setor naval. Ele direciona o internauta às informações sobre qualificação da mão de obra: www.profissoesdefuturo.com.br.

Outra boa notícia para quem atende aos pré-requisitos é que as inscrições para o processo seletivo da BR Distribuidora vão até o dia 31. A oferta é de 90 vagas em níveis Médio e Superior. Os salários são de até R$ 6.217,19. Mais detalhes e edital completo no site www.cesgranrio.org.br .

Saiba como se preparar

ESTUDOS ANTECIPADOS
Mesmo que os editais de interesse não tenham sido lançados, é importante iniciar os estudos o quanto antes, apontam especialistas. De acordo com o diretor do Concurso Virtual, Marcelo Marques, o preparo deve começar pelas matérias mais cobradas nas provas, como Língua Portuguesa, Inglês e Matemática.

DISCIPLINAS POR NÍVEL
“Em Língua Portuguesa, para os cargos de Nível Superior, o candidato deve se direcionar para os tópicos Compreensão e Interpretação de Textos, Ortografia, Morfologia e Sintaxe”, orienta Marcelo Marques. Já para os cargos de Nível Médio, segundo ele, serão cobrados os mesmos tópicos, mais Morfossintaxe, Sintaxe, Pontuação e Semântica.

PERFIL DA ORGANIZADORA
Em geral, a banca responsável pelas seleções da Petrobras é a Cesgranrio, que tem estilo semelhante ao da Fundação Carlos Chagas. “Em Atualidades, são cobrados elementos do cotidiano. Costuma-se utilizar gráficos e imagens, o que exige do candidato capacidade de visualização e de interpretação”, explica Marques. A banca distribui questões por todos os itens do edital, mantendo um nível homogêneo, de acordo com o professor.

DETALHES DA BANCA
As provas de Língua Portuguesa da Cesgranrio têm, normalmente, textos extensos e várias questões de interpretação. “Mas, ainda assim, as questões gramaticais são maioria, apesar de estarem normalmente vinculadas ao texto apresentado”, diz Rian Geraisste, professor de Português do Grupo Maxx Educacional.

QUESTÕES DE PROVAS
Segundo Rian Geraisste, as questões gramaticais mais recorrentes em provas da organizadora são de Regência, Concordância e Crase, além de questões de Ortografia e uso de palavras que se confundem, como “porque”, “por que”, “porquê” e “por quê”. “Vale ficar atento, porque a disciplina que é o ‘Calcanhar de Aquiles’ da maioria e que mais reprova em concursos é Português”, alerta Geraisste.

MATERIAL DE BASE
Interessados em ingressar na Petrobras podem ter acesso a provas e gabaritos de seleções passadas (2009, 2010 e 2011), disponíveis na Internet. O material serve como base. Veja: http://www.petrobras.com.br/pt/quem-somos/carreiras/concursos/ .

Fonte: http://www.clickmacae.com.br/

Estaleiro prevê a criação de seis mil vagas até 2014


Companhia de Cingapura se instala no Espírito Santo e inicia contratações em março

Rio - De olho no aumento da demanda por navios-sonda, navios-plataforma e plataformas de petróleo para a exploração da camada do pré-sal, especialmente pela Petrobras, a empresa Jurong, de Cingapura, vai instalar um estaleiro no Espírito Santo. Com o empreendimento, há perspectiva de geração de mais de seis mil empregos.

Profissionais com níveis Médio e Superior de áreas ligadas à construção naval saem na frente da disputa. Quem está em busca de oportunidade de crescimento profissional e salários que podem chegar a R$ 10 mil, pela média do mercado, já podem preparar o currículo.

A empresa prevê iniciar as contratações a partir de março de 2012. A diretora institucional do Estaleiro Jurong Aracruz, Luciana Aboudib Sandri, informou que precisaremos especialmente de engenheiros civis, mecânicos e elétricos, além de especialistas em solda, pintura e manutenção. “Já estamos recebendo currículos, e os interessados devem se cadastrar pelo site da empresa (www.jurong.com.br)”, explicou ela.

Além desses cargos, há chances para graduados em Psicologia e Serviço Social, para atuarem no setor de Recursos Humanos da empresa; engenheiros de Produção e formados em Administração, para o setor de gestão; médicos e enfermeiros do Trabalho, além de engenheiros do Meio Ambiente, todos para o setor de Saúde, Segurança e Meio Ambiente.

Com Nível Médio, há oferta para técnicos em Segurança do Trabalho, em Mecânica, Tubulação, Elétrica e Manutenção. Existem chances ainda para encanadores, jatistas e riscadores. Confira as oportunidades oferecidas pela empresa na tabela ao lado.

Orçada em R$ 500 milhões, a construção do Estaleiro Jurong Aracruz deve terminar somente em 2014, mas a empresa, vinculada à holding Semb Corp Marine, de Cingapura, prevê iniciar as operações ainda em 2013.

Brasil é aposta da empresa

Instalado na cidade de Aracruz, a 80 quilômetros da capital, Vitória, o Estaleiro Jurong Aracruz (EJA) vai se integrar ao polo industrial naval da região, que conta com outras companhias, como a Fibria (antiga Aracruz Celulose) e o Terminal Portuário de Barra do Riacho.

O estaleiro vai produzir a primeira sonda de alta perfuração da América Latina. Ao custo de R$ 700 milhões, o equipamento será capaz de perfurar a sete mil metros de profundidade.

Associado à companhia Setebrasil, o estaleiro vai concorrer às 21 licitações da Petrobras por navios sonda de alto alcance. Não há previsão para as licitações.

Fonte: http://www.clickmacae.com.br/