domingo, janeiro 23, 2011

Prefeito de Macaé é o novo presidente da Ompetro


Riverton é o novo presidente da Ompetro

CAMPOS – Por unanimidade, o prefeito de Macaé, Riverton Mussi (PMDB), foi eleito no Campos, presidente da Organização dos Municípios Produtores de Petróleo (Ompetro), entidade que reúne dez municípios produtores de petróleo na luta pelos direitos constituídos por lei das cidades. Os prefeitos de Cabo Frio, Marquinhos Mendes (PSDB); Carapebus, Amaro Fernandes (PRB); Quissamã, Armando Carneiro (PSC); Campos, Rosinha Matheus (PR); o vice-prefeito de Rio das Ostras, Benedito Wilton Moraes, o Brother, votaram em Riverton.

Em seu primeiro pronunciamento como presidente da Ompetro, Riverton garantiu que vai continuar lutando pela não alteração da Lei do Petróleo no pós-sal e nas áreas já licitadas do pré-sal. “Após o presidente Lula ter vetado a divisão dos royalties, aprovada por deputados e senadores, começou um novo mandato, de Dilma Rousseff, que era Ministra de Minas e Energia, e agora iniciamos uma nova luta. Não podemos achar que essa briga está ganha, agora começa um novo processo e vamos nos articular para que nossos municípios não sofram as perdas de royalties propostas por deputados e senadores”, ressaltou o prefeito, pontuando a importância do trabalho que Rosinha Matheus, prefeita de Campos, travou nos dois anos – descontados os meses em que ela esteve afastada da chefia do Executivo – frente à entidade.

Além do embate para que municípios e estado do Rio não percam royalties e participações especiais – direitos previstos na Constituição para cidades produtoras e limítrofes – o prefeito sugeriu que a Ompetro amplie as discussões durante as reuniões visando um crescimento ordenado regional. “Vivemos problemas semelhantes, como o inchaço populacional, a necessidade de ampliação constante de investimentos na saúde e o transporte urbano. Temos que incrementar as discussões da Ompetro para essas questões regionais”, propôs, citando o estudo para o plano de mobilidade urbana regional, em parceria com a secretaria de Estado de Transportes, como uma das idéias para ser discutida entre os prefeitos.

Por telefone, o deputado federal Adrian (PMDB), que não pode comparecer à reunião por estar em Brasília, em contato com deputados que assumem no início de fevereiro, destacou a importância da Ompetro estar em articulação direta com a bancada fluminense na Câmara Federal. “O inchaço populacional e a demanda crescente nas áreas de educação, infraestrutura urbana, saúde, habitação e assistência social são conseqüências do arranjo produtivo do petróleo. Defendemos a manutenção da Lei dos Royalties no pós-sal e nas áreas licitadas do pré-sal porque somos um município e uma região impactados com o petróleo e os royalties ajudam a suprir parte desta demanda. O Estado do Rio não pode ser prejudicado novamente e não é dessa maneira que o país terá recursos melhor distribuídos e sim pela reforma tributária”, comentou Adrian, lembrando que, ao contrário de outros produtos, que têm o imposto cobrado na origem, o petróleo gera ICMS nos estados consumidores, de acordo com a Constituinte de 88, o que representa mais uma perda para o estado.

A posse do prefeito Riverton Mussi como presidente da Ompetro será realizada dia 9 de fevereiro, às 14 horas, no gabinete do prefeito de Macaé, quando será promovida a primeira reunião de Riverton frente à entidade. Na data, será votado o novo estatuto da Ompetro.

O deputado federal Garotinho analisou que é boa a idéia do prefeito de Macaé de ampliar as discussões da Ompetro. “Para que as experiências entre as cidades sejam trocadas e consórcios de municípios sejam criados”, disse. Na reunião, todos os prefeitos frisaram a importância do trabalho de Rosinha no comando da Ompetro e votaram para que ela assuma a vice-presidência.

Segundo o prefeito de Carapebus, Amaro Fernandes, Riverton vai representar bem os municípios da Ompetro. “Ele tem garra e é prefeito da capital nacional do petróleo, nada mais justo”, afirmou. A nova diretoria da Ompetro ficou formada para os próximos dois anos por Riverton Mussi, prefeito de Macaé, como presidente; Rosinha Matheus, de Campos, como vice-presidente; Armando Carneiro, de Quissamã, como tesoureiro; Marquinho Mendes, de Cabo Frio, para primeiro secretário e Amaro Fernandes, de Carapebus, como segundo secretário.

A Ompetro é formada por Armação de Búzios, Cabo Frio, Campos dos Goytacazes, Carapebus, Casimiro de Abreu, Macaé, Rio das Ostras, Quissamã, São João da Barra e Niterói.

Fonte: http://www.clickmacae.com.br/

Mercado brasileiro consolida com refino


De acordo com o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, o aumento da competitividade no setor petroquímico promove a consolidação no mercado brasileiro, garantindo diversas vantagens para a indústria petroquímica nacional, como a ampliação da capacidade de captar recursos e realização de investimentos de expansão.

Durante o 13º Encontro Anual da Indústria Química, Gabrielli enfatizou que o crescimento sustentado previsto para a economia brasileira, aliado às novas descobertas de petróleo, estabelece um cenário de longo prazo favorável para o desenvolvimento da indústria petroquímica nacional. “Pretendemos manter os nossos investimentos no setor petroquímico, tanto acompanhando a Braskem e a Quattor, das quais somos sócios, como em projetos individuais”.

Entre os principais projetos da Companhia no setor petroquímico, o presidente destacou a Companhia Petroquímica de Pernambuco (Petroquímica Suape), a Companhia Integrada Têxtil de Pernambuco (Citepe) e o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), este último com investimento da ordem de US$ 8,4 bilhões. O Comperj aumentará a capacidade nacional de refino de petróleo pesado com consequente redução da importação de derivados, como a nafta, e de produtos petroquímicos.

Estudo recente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) aponta que a descoberta de petróleo na área do pré-sal, gerando perspectiva de abundância de matérias-primas, e a manutenção do programa de investimentos em refino, inclusive a construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), com investimentos estimados em US$ 8,4 bilhões, abrem “perspectivas auspiciosas” para a inserção da petroquímica brasileira no cenário internacional.

Estas são algumas das conclusões do estudo “Desafios da Petroquímica Brasileira no Cenário Global” , elaborado pela economista Valéria Delgado Bastos, do Departamento de Indústria Química do banco. O estudo do BNDES mostra que haverá um deslocamento do eixo da produção obedecendo a uma lógica centrada no controle das matérias-primas e no acesso a mercados. Até recentemente, a lógica da expansão petroquímica era determinada pelo estágio de desenvolvimento econômico dos países produtores.

Fonte: http://www.clickmacae.com.br/?sec=47&pag=noticia&cod=7089

sábado, janeiro 22, 2011

Região Norte: petróleo sai da terra


Cerca de uma dezena de bacias sedimentares estão situadas na Amazônia Legal Brasileira, perfazendo quase dois terços dessa área territorial. Três delas - bacias do Solimões, Amazonas e Paranaíba - são as mais importantes, não só pelo tamanho - juntas ocupam aproximadamente 1,5 milhão de quilômetros quadrados - mas principalmente pelo seu potencial.

A bacia do Solimões é a terceira bacia sedimentar em produção de óleo no Brasil, com uma reserva de 132 milhões de barris de petróleo. No entanto, a principal vocação da Amazônia é o gás natural. O estado do Amazonas tem a segunda maior reserva brasileira de gás natural do país, com um total de 44,5 bilhões de metros cúbicos. Nas outras duas bacias também têm sido encontradas acumulações de gás.

Em outubro de 1986, o sonho de prospecção petrolífera na Amazônia tornou-se realidade com a descoberta da província do Urucu, a 600 quilômetros de Manaus. Dois anos depois, o óleo já estava sendo escoado por balsas, através do rio Solimões, até a Refinaria Isaac Sabbá (UN-Reman), na capital do estado. Em 1998 teve início a operação do poliduto, com 285 Km de extensão, entre Urucu e Coari, cidade mais próxima da base petrolífera. O petróleo de Urucu é considerado o de melhor qualidade no país e dele são produzidos, principalmente, derivados mais nobres (de alto valor agregado) como diesel e nafta

A região Amazônica já é auto-suficiente em petróleo e parte de sua produção é exportada para outras refinarias da Petrobras, localizadas em diferentes regiões do país. Cerca de 92% da capacidade da UN-Reman é ocupada pelo petróleo de Urucu.

A exploração de petróleo na Amazônia, como também a atividade de produção, é mais difícil que em outras áreas terrestres do Brasil. As dificuldades operacionais estão relacionadas à localização das bacias, especialmente as do Solimões e Amazonas. Elas estão situadas em áreas remotas e florestadas, de difícil acesso, com muitas reservas indígenas e florestais, o que causa restrições operacionais e legais.

Exploração offshore ainda é sonho distante

De acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), a quem as empresas operadoras (players) precisam prestar conta no caso de descobertas, na porção offshore da região foram detectados indícios de hidrocarbonetos (óleo e gás). Mas só quando acabar a fase de exploração, período em que são feitos os estudos sísmicos e a perfuração de poços é que se terá idéia do potencial de produção no mar.

Por enquanto, o forte mesmo na região é a exploração em terra, setor que já está organizado, principalmente devido ao trabalho realizado pelo Programa Cadeia Produtiva de Petróleo & Gás (PCPP&G), resultante do convênio entre a Petrobras e o Sebrae do Amazonas, em prol do desenvolvimento dos fornecedores locais.

Fonte: http://www.clickmacae.com.br/