quarta-feira, junho 24, 2009

Projeto transforma câmera em filmadora de alta definição


Desde que chegou ao mercado em setembro passado, a câmera fotográfica SLR Canon EOS 5D Mark II tem atraído a atenção de cineastas amadores. Entretanto, alguns defeitos a impediam de ser usada como câmera de vídeo, apesar do sensor poderoso e de seus 21 megapixels. Agora, um novo firmware "pirata" pode resolver essa questão, transformando uma câmera fotográfica de médio custo numa filmadora de altíssima definição extremamente barata.
Equipada com um sensor de 35 mm e 21 MP com profundidade de campo similar à do filme, capaz de gravar imagens com resolução Full HD (1080p) no formato h.264 e de trabalhar com qualquer lente Canon EF, a EOS 5D Mark II parecia tornar realidade o sonho de todos os que desejam trabalhar com vídeo em alta definição. De fato, um equipamento profissional como uma RED ONE (www.red.com/cameras) custa muitas vezes mais: enquanto a Canon EOS custa em torno de R$ 2,5 mil e está disponível no Brasil, uma filmadora RED ONE não sai por menos de US$ 18 mil (cerca de R$ 36 mil) e só é vendida lá fora.
Infelizmente, a 5D Mark II, do jeito que sai de fábrica, tem suas falhas no tocante a vídeo: entre elas a falta de alguns recursos úteis no dia-a-dia e ruído excessivo na trilha de áudio, causado por um sistema automático de controle de ganho zeloso demais.
Desapontados com tanto potencial sendo desperdiçado, um grupo de hackers empreendedores liderado por Trammel Hudson se dispôs a estudar seu firmware (o software que controla as funções da máquina), consertar o que estava quebrado e adicionar alguns recursos extras.
Nasceu assim o projeto "Magic Lantern", um firmware alternativo que transforma sua EOS 5D Mark II em uma "EOS 5D Mark Free", livre das limitações impostas pelo fabricante. Além de corrigir o problema do áudio, o novo firmware adiciona à máquina medidores de nível de áudio na tela, monitoramento do áudio através da saída A/V, indicadores de superexposição de áreas da cena e marcas de corte na tela para facilitar o enquadramento de cenas em 16:9, 2.35:1 e 4:3, entre outros recursos.
Uma versão de pré-lançamento do firmware Magic Lantern, projetada para máquinas rodando o firmware 1.1.0 oficial da Canon, já pode ser baixada gratuitamente pelo atalho http://tinyurl.com/mvro3r. A instalação é tão simples quanto copiar um arquivo para a raiz do cartão de memória e ligar a máquina, mas os desenvolvedores avisam que ainda há alguns bugs a serem resolvidos.
O Magic Lantern é um filhote de outro projeto batizado de CHDK (Canon¿s Hacker Developer Kit), um firmware alternativo para vários modelos de máquinas domésticas (point-and-shoot) da Canon, que adiciona mesmo a modelos mais baratos como a A470 recursos úteis como fotografia em RAW e gravação de vídeo ilimitada.
Mais informações sobre o Magic Lantern estão disponíveis no Wiki oficial (magiclantern.wikia.com). Além disso, uma série de vídeos no site Vimeo chamada Unleash the power of your Canon (Libere o poder de sua Canon, na tradução) demonstra os recursos do software.
Geek

Fonte: www.terra.com.br

Concreto translúcido permite enxergar através da parede

Uma empresa húngara desenvolveu um tipo de concreto que, misturado a uma pequena porcentagem de fibras ópticas, é transparente o bastante para que se enxergue através de uma parede. O concreto translúcido será apresentado em São Paulo de 27 a 29 de agosto.
Composto por 5% de fibras ópticas e 95% de concreto, o material é cerca de 10 vezes mais resistente que o concreto tradicional e suporta cerca de 4 toneladas por centímetro quadrado, segundo a fabricante LiTraCon.
O concreto translúcido também seria mais maleável e impermeável do que o tradicional. Essas características, aliadas à sua resistência, dificultam as chances de rachaduras e infiltrações.
No mercado europeu, o preço do material criado pelo húngaro Áron Losonczi ainda é bastante elevado - em torno de mil euros (aproximadamente R$ 2,4 mil) por metro quadrado.
O concreto translúcido é uma das novidades que serão apresentadas na Concrete Show South America 2008, evento voltado à tecnologia relacionada a concreto, que acontece de 27 a 29 de agosto em São Paulo. A feira contará com 250 expositores e espera cerca de 12 mil visitantes nesta edição, com expectativa de movimentar R$ 250 milhões em negócios.

Fonte: www.terra.com.br

Japoneses criam móveis que mudam de cor

Pesquisadores japoneses apresentaram em uma conferência em San Diego, nos Estados Unidos, assentos que mudam de cor para copiar a cor dos objetos colocados sobre uma mesa especial que acompanha o conjunto.
Os assentos também mudam de cor dependendo da pessoa que sentar neles. Se ela for mais pesada, o móvel adquire uma tonalidade mais escura. O conjunto de móveis, batizado de Fuwapica, funciona com sensores colocados na mesa e nos quatro assentos.
Os sensores na mesa, colocados embaixo de um vidro, projetam luzes das cores vermelha, verde e azul nos objetos colocados sobre ela. Essas luzes estão fora do espectro que os seres humanos conseguem enxergar, e o reflexo das cores nos objetos é registrado pelo equipamento.
A informação é então enviada para um computador Apple instalado dentro da mesa, que interpreta os dados e envia instruções para lâmpadas existentes nos assentos translúcidos para que tentem replicar, da forma mais fiel possível, as cores dos objetos.
RespiraçãoAlém disso, os assentos recebem instruções para alternar períodos de maior e menor intensidade de luz, num ritmo semelhante ao da respiração humana. Isso faz com que os assentos pareçam vivos.
Quando se colocam vários objetos coloridos diferentes sobre a mesa, os assentos alternam e mesclam as cores.
O conjunto, apresentando na Conferência de Computação Gráfica e Técnicas de Interação Siggraph, foi idealizado por uma empresa japonesa tendo em mente a crença ancestral no país de que Deus habita cada objeto feito pelo homem - até mesmo mesas e cadeiras.
Os projetistas acreditam que, em vez de ficarem inertes, os móveis devem ser equipados para interagir com os seus usuários.

Fonte: www.terra.com.br