terça-feira, abril 14, 2009

Pesquisadores criam sistema que traduz pensamentos e dispensa fala

Audeo já controlou cadeira de rodas sem movimentos ou voz. Tecnologia favorece pessoas com deficiências motoras e de fala.
Pesquisadores da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, estão desenvolvendo uma tecnologia que processa sinais de pensamentos e permite a comunicação sem falas ou movimentos.O Audeo é um leve dispositivo wireless que fica preso ao pescoço, sobre as cordas vocais.Seu funcionamento começa com a tradução das frases no pensamento para sinais neurológicos. Estes sinais são enviados ao equipamento, codificados e transmitidos para serem processados em um PC.O resultado é a tradução de idéias no computador, o que pode beneficiar tanto pessoas com deficiências motoras ou de fala.
Além disso, um novo hardware incorporado ao Audeo permitiu o controle de uma cadeira de rodas sem necessidade de movimentos físicos - apenas pensando em palavras.A dupla desenvolveu também um método que compreende, além de palavras avulsas, falas contínuas - com alta precisão na leitura dos sinais neurológicos.

Pesquisadores criam biocomputadores que monitoram células humanas

Com a tecnologia, que promete revolucionar a medicina, os tratamentos médicos atingem somente células ou tecidos doentes.
As pesquisas com pequenos dispositivos, chamados de biocomputadores, estão próximas de revolucionar a medicina. Os tratamentos médicos poderão, com a tecnologia, ser direcionados especificamente para as áreas afetadas, segundo pesquisadores das universidades de Harvard e Princeton.É a primeira vez que cientistas avançam em pesquisas na área. O objetivo é conseguir que a genética da máquina seja projetada. A biologia humana cuida do resto: as células literalmente construirão o biocomputador para as pessoas.Estes “doutores moleculares”, construídos inteiramente de DNA, RNA e proteínas, transmitem informações que podem revolucionar os tratamentos médicos, que atingiriam apenas as células ou tecidos doentes.Avaliando as equações lógicas Boolean dentro das células, estas máquinas moleculares irão detectar qualquer dado de um gene modificado para a atividade de genes dentro da célula. A entrada dos biocomputadores é o conjunto de RNA, proteínas e químicas encontradas no citoplasma; moléculas de saída que indicam a presença de sinais podem ser facilmente compreendidas através de equipamentos laboratoriais básicos.Atualmente, não existem ferramentas para identificar sinais celulares, segundo o pesquisador da universidade de Harvard Yaakov Benenson. Os biocomputadores podem traduzir sinais celulares complexos, como atividades de genes múltiplos em uma saída observada.Os genes podem inclusive ser programados para transformar automaticamente a saída em uma ação concreta, o que significa que eles poderiam ser usados tanto para rotular uma célula para um tratamento médico ou para ativar ações terapêuticas por si só.Os cálculos de um biocomputador, enquanto matematicamente simples, permitem a construção de biosensores ou sistemas de entrega de medicamentos capazes de selecionar tipos específicos ou grupos de células no corpo humano.Além disso, máquinas moleculares poderiam permitir que os médicos atinjam especificamente células doentes através de uma integração sofisticada de sinais de doenças intracelulares, permitindo que as células saudáveis não sejam afetadas.O relatório final da pesquisa será divulgado na publicação Nature Biotechnology, ainda esta semana.

Pesquisadores usam energia gerada pelos dedos para alimentar eletrônicos

Equipe testa nanogeradores que convertem movimentos humanos, como digitar ou apertar botões, em energia para celulares e PCs.


Cientistas do Instituto de Tecnologia da Geórgia, nos Estados Unidos, estudam uma tecnologia que pode permitir que os celulares e notebooks sejam alimentados com a energia gerada pelo movimento de apertar botões ou digitar.Com a chamada nanotecnologia, os pesquisadores conseguiram produzir eletricidade a partir o movimento de bater os dedos.Leia também:> Chip microscópico pode detectar câncer> PC pode movimentar membros paralisadosOs nanogeradores criados pelo pesquisador Zhong Lin Wang e sua equipe já demonstraram uma forma de converter até energia biomecânica irregular em eletricidade. Alguns exemplos são a vibração das cordas vocais, a oscilação de uma bandeira ao vento ou a corrida de um hamster.Wang estima que para alimentar um aparelho eletrônico portátil, como um telefone celular, serão necessários milhares desses nanogeradores. O importante hoje é a demonstração do potencial da tecnologia - para o professor, ela poderia ser implantada no corpo humano para acumular energia a partir do movimento dos músculos ou vasos sanguíneos. A eletricidade resultante seria usada em dispositivos nanométricos para medir a pressão sanguínea ou outros sinais vitais.
* Com informações da Agência Fapesp