quinta-feira, agosto 01, 2013

HRT não descarta fusão com empresa do setor

O valor de mercado da HRT hoje é de R$ 514 milhões, 65% inferior ao de um ano atrás

São Paulo (SP) - A HRT corre contra o tempo para reforçar seu caixa e readequar seu planejamento de longo prazo. As alternativas estão sendo trabalhadas por um comitê criado no fim de junho e que terá a assessoria de uma instituição financeira na alocação de recursos. Até o fim deste trimestre, a petroleira publicará a revisão de seu planejamento estratégico, prevê o diretor financeiro, Ricardo Bottas Dourado.



O CFO da HRT é um dos membros do Comitê Especial, ao lado dos conselheiros independentes da empresa. "Temos trabalhado neuroticamente para fazer o valor da companhia crescer para nossos acionistas", diz Dourado. Isso implica, segundo ele, em continuar com a exploração, trazer o máximo de caixa possível, encontrar as melhores alternativas de capital e de revisão do planejamento. Fazer uma fusão com outra empresa do setor também é avaliado. A HRT estima que poderá recuperar até US$ 150 milhões com seu programa de desinvestimento. O plano inclui a venda do laboratório de prestação de serviços geológicos IPEXco., de quatro sondas e da frota de aeronaves.



A empresa de logística de equipamentos criada para dar suporte às operações da petroleira no Solimões já vendeu seis helicópteros à Ericsson Air-Crane, por. um valor que irá de US$ 26 milhões a US$ 40 milhões. O acordo com a americana inclui um contrato de prestação de serviços para a HRT de um ano, prorrogável anualmente até um período de mais quatro anos. A Ericsson também tem direito de preferência na compra dos outros oito helicópteros à venda, orçados em US$ 30 milhões.



O valor de mercado da HRT hoje é de R$ 514 milhões, 65% inferior ao de um ano atrás. O presidente da companhia, Milton Franke, reage: "Estão precificando abaixo do valor do caixa porque acham que vamos gastar mal esse dinheiro" diz o geólogo, que passou 26 anos na Petrobrás e está na HRT desde que a empresa foi,fundada por Márcio Mello, em 2009.



Franke admite os respingos que a derrocada da petroleira OGX, de Eike Batista, traz para uma empresa com a mesma característica pré-operacional e do mesmo setor, como a HRT.



A companhia captou R$ 2,5 bilhões com sua oferta pública inicial de ações (IPO) em 2010. Para Franke, fazer uma nova oferta só seria possível no caso de uma descoberta gigante na Namíbia. Questionado sobre a declaração recente de Eike Batista, de que tinha se arrependido de abrir o capital da OGX, Franke disse que "isso é um fenômeno mundial". "De fato, muitas das empresas que se lançam ao mercado pré-operacionais na área de exploração não têm sucesso. Isso não é fenômeno brasileiro, da HRT ou do Eike", aponta Franke.





Fonte: Estadão

Perenco descobre indícios de petróleo e gás na bacia de Espírito Santo

A Perenco notificou a Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) sobre a descoberta de indícios de petróleo e gás em um poço perfurado no bloco ES-M-529, em águas profundas na bacia do Espírito Santo.

A descoberta se deu em perfuração em lâmina d’água de 1.748 metros, sendo que o bloco foi adquirido pela empresa na 9ª Rodada de licitações da ANP, com bônus de R$ 2,5 milhões. Além da Perenco, a OGX e a Sinochem têm participação no bloco ES-M-529.

A petroleira francesa já devolveu dois blocos adquiridos no Brasil, também no Espírito Santo – ES-M-416 e ES-M-418 –, onde os poços perfurados entre 2011 e 2012 resultaram secos.


Fonte: petronoticias

terça-feira, julho 30, 2013

Petrobras intensifica plano de manutenção nas plataformas da BC

Com foco na integridade dos sistemas de produção, na segurança das pessoas e na confiabilidade da curva de produção, asunidades marítimas já apresentam resultados acima do previsto, como a P-20
Rio de Janeiro (RJ) - A Unidade de Operações de Exploração e Produção da Bacia de Campos, alinhada ao Plano de Negócios e Gestão (PNG) 2013-2017 da Petrobras,vem recuperando a eficiência de seus sistemas de produção. Um claro exemplo disso é o retorno à produção da plataforma P-20.




Depois de 38 dias em parada programada para serviços de manutenção, a unidade retorna à operação e se prepara para receber a produção doreservatório de Brava, no pré-sal da Bacia de Campos, além da interligação de um novo poço produtor em 2014.



Os dois poços irão agregar aproximadamente 10 mil barris por dia de petróleo à produção da plataforma.



O carro-chefe dos trabalhos de manutenção foi a troca do flare (torre do queimador). Com 40 metros de comprimento e pesando 40 toneladas, o flare é um equipamento fundamental para a segurança daplataforma.



Sua utilização garante, quando necessário, adespressurização segura da planta de processo, impedindo que a pressão ultrapasse os valores máximos admissíveis para a operação.



Do planejamento à fabricação do novo flare,da logísticade transporte à montagem do equipamento, da estratégia conjunta comoutras unidades à colocação final da peça na plataforma, todas asetapas da operação foram detalhadamente estudadas, o que assegurouprecisão e sucesso total.



Os serviços de manutenção se estenderam à quitação de recomendações técnicas, apontadas em inspeções anteriores. A substituição dasdescargas dos seis motogeradores da plataforma foi uma delas.



Oresultado foi a redução da temperatura no ambiente, garantindo mais conforto tanto aos técnicos que trabalham no local quanto às demaispessoas que transitam pelas áreas próximas.

Também foi realizada a troca de tubulações e válvulasparaa garantia da integridade da unidade, além da realização de inspeções programadas e testes hidrostáticos em diversos equipamentos e sistemas, em atendimento à Norma Reguladora NR-13, do MinistériodeTrabalho, que regulamenta a operação de vasos de pressão e caldeiras.



Com as pendências quitadas, a meta agora é voltar ao patamar dos97,5% de eficiência operacional, resultado alcançado com os recursosdoPrograma de Aumento da Eficiência Operacional (Proef), para a Bacia deCampos (elaborado para elevar essa eficiência, quepossibilitouantecipa ção do retorno à produção dos poços MRL-03 e MRL-08.





Da Redação