segunda-feira, fevereiro 11, 2013

Produção de petróleo caiu em janeiro, diz Opep

A produção da Opep caiu em 200 mil barris por dia em janeiro, para 30,450 milhões de barris, de acordo com uma pesquisa da agência de preços Platts

Londres - Os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) reduziram ainda mais a produção de petróleo em janeiro, para o menor patamar em mais de um ano, na esperança de reduzir a excesso de oferta em mercados mundiais e de sustentar os preços.

A produção da Opep caiu em 200 mil barris por dia em janeiro, para 30,450 milhões de barris, de acordo com uma pesquisa da agência de preços Platts.

Mesmo com as exportações de petróleo iranianas caindo pela metade em relação ao ano passado - por causa de sanções contra o programa nuclear de Teerã - os membros da Opep, liderados pela Arábia Saudita, tiveram de reduzir os níveis de produção em meio a desaceleração da demanda e o aumento da oferta dos não-membros da Opep em todo o mundo, o que ameaça enfraquecer os preços.

A baixa produção saudita nos últimos meses tem sido, principalmente, um resultado da queda sazonal na queima direta do petróleo bruto para produzir eletricidade, afirmou o relatório da Platts.

Da Redação

domingo, fevereiro 10, 2013

MPE e Iesa fecham contratos de R$ 1 bi

As empresas vão prestar os serviços ao longo de três anos valendo-se de um modelo de manutenção em crescimento na indústria mundial do petróleo

RIo de Janeiro (RJ) -Duas empresas da área de engenharia, a MPE e a Iesa Óleo e Gás, fecharam contratos de R$ 1,16 bilhão para fazer a manutenção em 21 plataformas da Petrobras na Bacia de Campos, principal polo de produção de petróleo do país. As empresas vão prestar os serviços ao longo de três anos valendo-se de um modelo de manutenção em crescimento na indústria mundial do petróleo: o uso de navios-dormitório, com capacidade de acomodar até 300 pessoas, que ficam conectados por meses às plataformas de produção que vão passar pela reforma.

Essa modalidade de manutenção já foi utilizada pela Petrobras no passado, mas hoje é realizada em maior escala. A estatal segue assim tendência em expansão na indústria petrolífera que é a utilização de Unidades de Manutenção e Segurança (UMS), como são conhecidos os navios-dormitório, para fazer modernizações em plataformas nos campos em produção. As UMS são unidades de apoio à manutenção e produção de petróleo, que são conectadas às plataformas permitindo a utilização de facilidades diferenciadas e de grande contingente de pessoal para executar os serviços, disse a Petrobras em nota. Segundo a empresa, todo o serviço é feito mantendo a segurança operacional sem interromper a produção da plataforma.

Um executivo que presta esse tipo de serviço à Petrobras disse que a estatal afreta as UMS e às repassa às empresas responsáveis pelos contratos de manutenção. A Iesa Óleo e Gás, subsidiária da Inepar, vai fazer a manutenção em oito navios-plataforma que produzem, estocam e escoam petróleo e gás natural, as chamadas FPSOs. O contrato é de três anos no valor de R$ 620 milhões. A Iesa deverá utilizar duas UMS e vai fazer as atividades a bordo das plataformas e também em canteiro de obras, em terra, como a preparação de estruturas metálicas e tubulações.

Já a MPE acertou com a Petrobras contrato para fazer a manutenção em 13 plataformas fixas, ao longo de três anos, no valor de R$ 545 milhões, disse Renato Abreu, presidente da MPE. Com o contrato, a Petrobras busca revitalizar as unidades mais antigas de exploração e produção. Abreu disse que as UMS são embarcações equipadas com o que existe de mais moderno para esse tipo de serviço. Esses navios tem pontes que fazem a ligação com as plataformas e facilitam a transferência da mão de obra.

As UMS também possuem equipamentos de posicionamento dinâmico, com controle via satélite, para mantê-las "paradas", evitando desvios causados por ventos e marés. Segundo a MPE, as campanhas de manutenção preveem o apoio das UMS durante quatro meses, em média, por plataforma. A Petrobras informou que tem hoje, nas operações da Bacia de Campos, 15 contratos de manutenção assinados, os quais incluem 31 plataformas. "Os valores dos contratos variam em função do escopo e do número de plataformas atendidas", disse a empresa em nota. Novos contratos ainda serão licitados. A Petrobras afirmou ainda que o programa de manutenção da Bacia de Campos é contínuo.

"Os objetivos principais das campanhas de manutenção são a melhoria na eficiência operacional das plataformas e a manutenção das operações nos níveis de segurança para os quais as unidades foram projetadas, dentro dos parâmetros mundiais de mercado", disse a nota da estatal. De acordo com a Petrobras, as plataformas de produção da Bacia de Campos possuem tempos de operação variados. "Nesse contexto, a utilização de UMS, juntamente com as melhorias na eficiência e segurança operacionais, contribui para aumentar a vida útil dessas unidades, estendendo-a além do período inicialmente projetado, a exemplo do que acontece mundialmente."

O grande número de paradas programadas para manutenção em plataformas, no primeiro semestre, terá efeitos sobre a produção da Petrobras, como previu esta semana a presidente da estatal, Graça Foster. Ela afirmou que em 2013, devido às paradas programadas, será possível à companhia alcançar uma produção de óleo no mesmo patamar de 2012. Segundo Graça, as novas plataformas que entrarão em produção este ano contribuirão para o crescimento da produção a partir do segundo semestre. A produção nacional de petróleo e líquido de gás natural (LGN) da Petrobras em 2012 foi 2% inferior ao ano anterior.

Fonte: Valor Econômico

sábado, fevereiro 09, 2013

Agência manterá nota de risco da Petrobras

O rating da estatal na agência é BBB, igual ao do Brasil em moeda estrangeira, com viés 'estável' - perspectiva nem positiva nem negativa

Brasil - A agência de classificação de risco Standard & Poor"s (S&P) dificilmente tirará o "grau de investimento" da Petrobrás, mesmo havendo uma piora no índice de alavancagem da estatal. A S&P é uma das três maiores classificadoras de risco mundiais e o "grau de investimento" é uma nota a partir da qual a empresa - ou os governos, pois as agências também fazem avaliação do risco das dívidas públicas - apresenta pouco risco de calote.

"O rating final é pouco provável que mude", disse ontem ao Estado Luciano Gremone, analista da S&P que acompanha a Petrobrás. Segundo o especialista, a metodologia da agência para companhias estatais, que considera a possibilidade de o governo socorrer a empresa em casos extremos, é o trunfo da Petrobrás.

O rating da estatal na agência é BBB, igual ao do Brasil em moeda estrangeira, com viés "estável" - perspectiva nem positiva nem negativa. A nota foi revisada pela última vez em agosto, quando foi mantida. Nos próximos meses, a S&P divulgará uma atualização do relatório de agosto, mas não há motivos recentes para revisar o risco, segundo Gremone.

O endividamento medido pela relação entre dívida líquida e geração de caixa (Ebitda, na sigla em inglês) saltou de 2,42 vezes para 2,77 vezes, do terceiro para o quarto trimestre. Mês passado, a Agência Estado antecipou que a alavancagem havia superado a marca de 2,5 vezes, o que acendeu um sinal de alerta dentro da companhia porque esse patamar é usado como referência para o grau de investimento. Quando comparado com o final do ano passado, o indicador apresentou alta de 67%, ao saltar de 1,66 vez para 2,77 vezes.

Esperado. Segundo Gremone, no entanto, essa alta era esperada. "A empresa está financiando um plano de investimentos muito grande".

O especialista preferiu não traçar cenários caso a alavancagem volte a subir nos próximos trimestres, mas disse que os olhares deverão estar atentos para a geração de caixa, que "é muito dependente dos reajustes de combustíveis".

Gremone destacou ainda que, se o perfil financeiro da Petrobrás e a intervenção do governo no sentido de evitar reajustes de preços têm peso negativo, o perfil de negócios mitiga o risco. Nesse caso, o aumento das reservas de petróleo, com as descobertas no pré-sal, conta positivamente.

Fonte: Estadão