sábado, fevereiro 09, 2013

Agência manterá nota de risco da Petrobras

O rating da estatal na agência é BBB, igual ao do Brasil em moeda estrangeira, com viés 'estável' - perspectiva nem positiva nem negativa

Brasil - A agência de classificação de risco Standard & Poor"s (S&P) dificilmente tirará o "grau de investimento" da Petrobrás, mesmo havendo uma piora no índice de alavancagem da estatal. A S&P é uma das três maiores classificadoras de risco mundiais e o "grau de investimento" é uma nota a partir da qual a empresa - ou os governos, pois as agências também fazem avaliação do risco das dívidas públicas - apresenta pouco risco de calote.

"O rating final é pouco provável que mude", disse ontem ao Estado Luciano Gremone, analista da S&P que acompanha a Petrobrás. Segundo o especialista, a metodologia da agência para companhias estatais, que considera a possibilidade de o governo socorrer a empresa em casos extremos, é o trunfo da Petrobrás.

O rating da estatal na agência é BBB, igual ao do Brasil em moeda estrangeira, com viés "estável" - perspectiva nem positiva nem negativa. A nota foi revisada pela última vez em agosto, quando foi mantida. Nos próximos meses, a S&P divulgará uma atualização do relatório de agosto, mas não há motivos recentes para revisar o risco, segundo Gremone.

O endividamento medido pela relação entre dívida líquida e geração de caixa (Ebitda, na sigla em inglês) saltou de 2,42 vezes para 2,77 vezes, do terceiro para o quarto trimestre. Mês passado, a Agência Estado antecipou que a alavancagem havia superado a marca de 2,5 vezes, o que acendeu um sinal de alerta dentro da companhia porque esse patamar é usado como referência para o grau de investimento. Quando comparado com o final do ano passado, o indicador apresentou alta de 67%, ao saltar de 1,66 vez para 2,77 vezes.

Esperado. Segundo Gremone, no entanto, essa alta era esperada. "A empresa está financiando um plano de investimentos muito grande".

O especialista preferiu não traçar cenários caso a alavancagem volte a subir nos próximos trimestres, mas disse que os olhares deverão estar atentos para a geração de caixa, que "é muito dependente dos reajustes de combustíveis".

Gremone destacou ainda que, se o perfil financeiro da Petrobrás e a intervenção do governo no sentido de evitar reajustes de preços têm peso negativo, o perfil de negócios mitiga o risco. Nesse caso, o aumento das reservas de petróleo, com as descobertas no pré-sal, conta positivamente.

Fonte: Estadão

sexta-feira, fevereiro 08, 2013

Produção de petróleo no Amazonas fechou 2012 com queda de 3,2%

O Amazonas, que vinha com a produção de 13 milhões de barris nos últimos dois anos, caiu para 12,714 milhões

Manaus (AM) - A produção de petróleo do Amazonas teve o terceiro pior desempenho nos últimos 12 anos e fechou 2012 com queda de 3,2%. Mantendo o ritmo lento dos últimos dois anos, o Estado produziu 12,714 milhões de barris equivalente de petróleo (bep). A produção de Líquido de Gás Natural (LGN) ficou quase estável com alta de 0,8%.

Os dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) apontam que o Amazonas seguiu a tendência nacional de queda na produção de petróleo, com recuo menor do que São Paulo (-21,8%), Alagoas (-13,8%), Ceará (-9,3), Sergipe (-3,8%) e Rio, o maior produtor (-1,2%).

O Amazonas, que vinha com a produção de 13 milhões de barris nos últimos dois anos, caiu para 12,714 milhões. Já a produção de gás natural fechou com 4,698 milhões de bep e permanece na segunda posição.

Da Redação

Aker Wayfarer assina contrato offshore no Brasil

O navio Aker Wayfarer foi utilizado em uma campanha offshore de um ano no Brasil durante 2011 e 2012

Brasil - A Aker Oilfield Services, subsidiária da Aker Solutions, assinou contrato de prestação de serviços de construção offshore no Brasil. O valor do contrato não foi divulgado.

O navio de construção submarina Aker Wayfarer, da Oilfield Services, será utilizado por um cliente não revelado por um período de 230 dias. O início provável das operações é entre maio e junho de 2013 e a mobilização e desmobilização ocorrerão no Nordeste do Reino Unido.

“Sem dúvida, uma nova campanha offshore de longo prazo no Brasil é o maior elogio à capacidade do Aker Wayfarer e sua tripulação. Este é um contrato importante para nós numa região de exploração de petróleo e gás em rápido crescimento”, disse Karl Erik Kjelstad, presidente da Aker Oilfield Services e administrador da área de negócios da Oilfield Services and Marine Assets (OMA) na Aker Solutions.

O Aker Wayfarer é um navio ultramoderno de construção offshore com 157 metros de comprimento e habilitado para operar em águas profundas de até 3.000 metros. Porta dois guindastes com compensação de efeito de onda, de 400 t e 100 t (queda dupla), e dois veículos de operação remota (ROVs) integrados de carga pesada e inspeção de distribuição.

“Estamos felizes em ter este navio excepcional de volta à nossa frota operante em águas brasileiras. Este pedido é um reflexo de nosso compromisso com este mercado,” diz Luis Araujo, presidente regional da Aker Solutions no Brasil.

O contrato foi assinado e registrado como entrada de pedido no quarto trimestre de 2012.

Da Redação