segunda-feira, dezembro 24, 2012

As Bacias brasileiras de óleo e gás

As bacias produtoras brasileiras

Empresa integrada de energia, a Petrobras atua em diversos campos.

Com suas plataformas buscam petróleo nas profundezas do oceano. Com as refinarias, oferecem produtos variados que reúnem praticidade, tecnologia e respeito ao meio ambiente.

Conheça a abaixo o perfil das bacias de onde sai o óleo e gás que movimenta a máquina Petrobras

Bacia de Campos

A bacia de Campos é a principal área sedimentar ja explorada na costa brasileira. Ela se estende das imediações da cidade de Vitória-ES até Arraial do Cabo, no litoral norte do Rio de Janeiro, em uma área de aproximadamente 100 mil quilômetros quadrados.

Nesse gigantesco laboratório a céu aberto a Petrobras testou as principais tecnologias offshore experimentadas no desenvolvimento de projetos de produção a profundidade d'água nunca testadas anteriormente no mundo.

O primeiro campo com volume comercial descoberto na Bacia de Campos foi Garoupa, em 1974, a 100 metros de profundidade. No ano seguinte a Petrobras descobriu o campo de Namorado e, em 1976, o de Enchova. Era o começo de uma longa série. O caminho era o mar.

Uma das inovações da Petrobras nesses campos foi a instalação do primeiro sistema de produção antecipada sobre uma plataforma flutuante. Com ele, reduziu-se o tempo de maturação de quatro a seis anos para quatro meses.

A Petrobras ganhou em agilidade, flexibilidade operacional e uma enorme economia de investimentos. Isso permitiu iniciar a produção de óleo enquanto eram construídas as plataformas fixas definitivas que seriam instaladas posteriormente.

Foi o desenvolvimento desses sistemas que permitiu, mais tarde, extrair petróleo de águas profundas e ultraprofundas.

Em 1985 a Petrobras descobriu o primeiro campo gigante no mar, Albacora, em águas além de 2.000m de profundidade. Mas tarde surgiram outros campos gigantes, como Marlim, Roncador, Barracuda e Caratinga.

Outros campos de grande porte foram descobertos na parte norte dessa bacia, ja no estado do Espírito Santo: Jubarte e Cachalote, área que ficou conhecida como "Parque das Baleias".

Bacia de Santos

Um pouco mais da metade da área explorada na bacia está em lâminas d'água profundas - acima de 300 metros - e ultraprofundas - acima de 1500 metros. E é na bacia de Santos que a Petrobras encontrou e superou o primeiro desafio de ultrapassar uma profundidade de 7.500 metros na perfuração exploratória dos campos do pré-sal.

A bacia é dividida em cinco pólos de produção no mar: Merluza, Mexilhão, Uruguá, Sul e Pólo Pré-sal.

As áreas do pré-sal ja identificadas na bacia são: Tupi, Júpiter, Iara, Carioca, Bem-Te-Vi, Guará, Parati, Caramba e Azulão.

Bacia do Espírito Santo

A produção dos campos de Camarupim, Canapu, Golfinho e Peroá são peças importantes para o fornecimento de gás natural nacional.

O campo de Fazenda Alegre, o maior volume terreste do Espírito Santo, foi descoberto em 1996. Depois dele, novas descobertas em terra: como Inhambu, em 2005, Tabuiaiá e Saíra, em 2006, e Jacutinga, em 2008.

A produção de óleo no mar iniciou em 1978 no campo de Cação, enquanto as descobertas de gás natural tiveram destaque com os campos marítimos de Cangoá, em 1988, Peroá, em 1997, e Canapu, em 2005.

A primeira reserva de óleo leve na plataforma continental capixaba foi descoberta nas águas profundas do campo de Golfinho, em 2002.

Bacias do Jequitinhonha, Camamu - Almada - Recôncavo - Tucano

O óleo e gás natural que a Petrobras produz nas bacias da Bahia, ao contrário do que se possa supor, ainda estão longe de esgotar. O volume dos reservatórios ainda é maior que a produçao acumulada desde a década de 1940.

Candeias, o primeiro campo comercial descoberto no país, em 1941, permanece em atividade. O mesmo caso para os campos João Terra, de 1947, e água Grande, de 1951.

O desafio da Petrobras ao trabalhar com campos mais antigos é o de encontrar constantemente novas tecnologias capazes de aumentar a recuperação dos campos e prolongar ao máximo sua vida útil.

Atualmente, a Petrobras explora, desenvolve e produz petróleo e gás em concessões situadas nas bacias sedimentares de Tucano, Recôncavo (terrestres), Camamu-Almada e Jequitinhonha (marítimas). Essa área se estende por cerca de 135.400 km².

Bacia de Sergipe e Alagoas

Se hoje a Petrobras é considerada referência em exploração e prudução de petróleo em águas profundas e ultraprofundas, deve-se muito à equipe pioneira do campo de Guaricema. Nele foram testadas as primeiras tecnologias voltadas aos campos marítimos.

Foi no campo de Guaricema que se produziu pela primeira vez na plataforma continental, em 1968.

Outro destaque é o campo de Carmópolis, o maior volume de reservas do país e o primeiro descoberto na bacia sedimentar de Sergipe-Alagoas, em 1963.

Em 2007, o campo de Piranema começou a produzir. Ele marcou uma nova fronteira para o Nordeste brasileiro: a produção de óleo leve e em águas profundas.

Uma inovação adotada para esse campo foi a instalação do primeiro sistema flutuante de produção, armazenamento e exportação de óleo redondo no mundo. O projeto visa minimizar os efeitos da oscilação das ondas do mar.

A produção no estado de Alagoas é básicamente terrestre, com destaque para a produção de gás. O único campo marítimo da bacia localizado nesse estado é o de Corupi.

Bacia Potiguar

Com campos em águas rasas e campos terrestres, a região de Rio Grande do Norte e do Ceará é a maior produtora de petróleo onshore (em terra) do Brasil . A Petrobras atua no Rio Grande do Norte desde 1951. O primeiro campo descoberto foi o de Ubarana, na costa de Guamaré, em operação desde 1976.

No Ceará a empresa começou suas atividades em 1967 e o primeiro campo descoberto foi Xaréu, em 1977.

O primeiro poço terrestre entrou em operação em dezembro de 1979 e permanece em atividade, com a diferenção de ser movido a energia solar.

Após uma sequência de descobertas de novas jazidas, o Rio Grande do Norte se tornou o maior produtor terrestre de petróleo no Brasil.

Canto do Amaro é o maior campo terrestre em produção no país e entrou em operação no ano de 1986.

Bacia do Solimões

Um santuário ecológico com a maior reserva provada de gás natural do país e que produz óleo leve com a melhor qualidade do mercado. Nesse cenário, a Petrobras encarou o desafio de explorar a produzir petróleo com segurança em plena floresta amazônica, respeitando o meio ambiente e as populações ribeirinhas.

Localizada a 650 quilômetros a sudoeste de Manaus-AM, a província petrolífera de Urucu, em Coari, é referência mundial de convivência harmoniosa entre a atividade de exploração e produção e o meio ambiente.

Para vencer o desafio de atuar nessa região, a Petrobras seguiu um conjunto de diretrizes relacionadas à proteção da biodiversidade, a ecoeficiência das atividades e operações, ao controle de contingências e à interface social, econômica e cultural das atividades de exploração e produção de óleo e gás na Amazônia, as quais incluem todo o suporte logístico necessário, como transporte aéreo, terrestre e fluvial, suprimento e infra-estrutura.

Fonte: Petrobras

domingo, dezembro 23, 2012

O Petróleo Eterno

Não há maior patrimônio para uma nação do que a boa formação educacional e acadêmica de seu povo


As imensas reservas de petróleo a serem prospectadas a partir de agora no Brasil, como ocorre com todas as jazidas desse combustível fóssil, irão esgotar-se um dia. No entanto, seu impacto sobre o desenvolvimento nacional será perene, a partir da decisão da presidenta Dilma Rousseff de conceder ao ensino todos os royalties e participações especiais arrecadados com as futuras concessões e 50% do Fundo Social integrado pelos recursos do pré-sal.

Não há exagero em afirmar que, em longo prazo, o país obterá ganhos ainda mais substantivos para seu desenvolvimento com o expressivo suporte financeiro à educação do que com a exploração e venda do petróleo e do gás propriamente ditas. Não há maior patrimônio para uma nação do que a boa formação educacional e acadêmica de seu povo. Hoje, por ainda não termos democratizado a qualidade do ensino básico gratuito e o acesso a boas universidades, estamos pagando um alto preço, na forma do chamado apagão profissional, com a carência de recursos humanos qualificados em várias áreas, para fazer frente à expansão de nossa economia.

É fundamental, portanto, que o Brasil saiba utilizar com eficácia e inteligência o vultoso montante financeiro que passará a contemplar a educação. Nesse sentido, uma das prioridades é a solução do maior problema do setor: a falta de incentivo aos professores, especialmente da Educação Básica, constituída pelo Ensino Fundamental e o Médio. Os seus salários, na média da realidade nacional, não são adequados.

Ademais, lhes faltam capacitação permanente e a respectiva avaliação periódica. Todos esses fatores têm impacto negativo na qualidade da educação ministrada às nossas crianças e jovens.

Por isso, o Brasil está muito aquém dos índices razoáveis de aproveitamento, como se pode observar numa síntese dos problemas que enfrentamos nesse campo tão decisivo: ocupamos o 53º lugar, num universo de 65 países listados pelo Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), da 7ª série em diante, coordenado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE); apesar das políticas públicas que incentivaram a matrícula de 98% de crianças entre 6 e 12 anos, mais de 700 mil ainda estão fora da escola (IBGE); o analfabetismo pleno, mais o funcional, atinge cerca de 30% da população com m ais de 15 anos; 34% dos alunos que chegam ao 5º ano de escolarização não conseguem ler e 20% dos jovens que concluem o Ensino Fundamental e que moram nas grandes cidades não dominam a leitura e a escrita (Todos pela Educação); e elevado número de jovens fora do Ensino Superior.

Não podemos perder a oportunidade histórica de solucionar definitivamente essas questões graves, que se constituem em dos indicadores que nos separam das nações desenvolvidas. Se fizermos isso com sucesso e bons resultados, o nosso petróleo será o único do planeta a ser eterno, pois irá constituir-se no combustível do conhecimento.

*Custodio Pereira é o diretor geral da Associação Santa Marcelina, Mantenedora dos Colégios e da Faculdade Santa Marcelina (FASM).

Fonte: Último Instante - Custodio Pereira

Para compensar royalties, Alerj cria taxa de R$ 7 bi por ano

Imposto sobre atividade do petróleo depende de sanção de Cabral

Rio de Janeiro (RJ) - Para compensar perdas na arrecadação com os royalties do petróleo, a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) aprovou ontem projeto de lei que cria uma taxa de fiscalização sobre a atividade petrolífera no estado. Os deputados aprovaram, por unanimidade, o projeto de lei 1.877/12, do deputado André Ceciliano (PT-RJ), que cria a Taxa de Fiscalização de Petróleo e Gás (TFPG) para que o Estado verifique as atividades de pesquisa, lavra, exploração e aproveitamento de petróleo e gás. A fiscalização seria feita pela Secretaria de Meio Ambiente.

A taxa terá o valor de quatro Ufirs por barril e será cobrada das empresas na venda ou na transferência do barril de petróleo. Segundo estimativas, o Estado do Rio arrecadaria R$ 6,9 bilhões com a nova taxa, praticamente o mesmo valor arrecadado com os royalties.

O governador Sérgio Cabral tem 15 dias para sancionar o projeto. A lei foi inspirada na Lei 19976/11, em vigor em Minas Gerais, que criou a Taxa de Fiscalização de Recursos Minerais, paga por mineradoras, como a Vale.

— É uma lei constitucional que já está em vigor em outro Estado e é uma forma de o Rio compensar as perdas com os royalties. O governador pode sancionar a lei fixando por exemplo, um desconto de 95% na taxa — disse Ceciliano.

Cabral não comentou o assunto, alegando ser questão do Legislativo. A Petrobras não se pronunciou também.

Pelo projeto aprovado, 75% dos recursos ficarão com o estado e 25% com os municípios. A emenda que distribuiu 25% dos recursos para os municípios é dos deputados estaduais Clarissa Garotinho, André Ceciliano e Luiz Paulo. Do total para os municípios, 70% vão para os produtores, conforme proporcionalidade da exploração de cada cidade. Os outros 30% vão para todos os municípios, segundo o IPM (Índice de Participação dos Municípios).

O deputado admitiu que a lei é uma compensação pelo Estado não cobrar ICMS na produção do petróleo.

Molon busca negociação

Para o ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal, a discussão dos royalties perdeu clamor:

— A decisão dos royalties me parece que perdeu um pouco do seu clamor, do seu objeto, à medida que o próprio Congresso adiou para fevereiro — disse ele. — A corte está em recesso, só volta a funcionar em sua plenitude em fevereiro. O presidente não vai examinar uma liminar dada por um colega. Não é do meu estilo.

O deputado federal Alessandro Molon (PT-RJ) declarou que pretende trabalhar por um consenso para resolver o impasse. O objetivo é evitar que o Congresso volte a analisar como votará o veto em fevereiro sem uma negociação. Molon avalia que devem ser tratados em conjunto a distribuição dos royalties, do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e de outros dilemas da pauta do Congresso.

— A proposta é tentar encontrar uma equação que contemple a todos sem mexer nos campos já licitados. É inevitável que o Congresso aprecie os vetos, mas, se tivermos uma solução pacificada, é diferente — disse Molon. — Nossa vitória deixou claro que, sem acordo, mesmo sendo minoria, conseguiremos atrasar muito a análise. Considerando o acúmulo de vetos a serem votados e se nós continuarmos na nossa tática de obstrução, é possível que demore mais de um ano para chegar nos royalties.

O senador Francisco Dornelles (PP-RJ) disse que o veto aos royalties não pode ser analisado antes dos precedentes e que precisa ser formada uma comissão mista de parlamentares para analisá-lo.

— Em decorrência do mandado de segurança concedido pelo Supremo, o veto parcial nº 38 não pode ser apreciado antes da análise de todos aqueles que o precederam, que, por sua vez, têm que ser votados de forma individual, respeitada ordem cronológica — disse o deputado.

Fonte: O Globo