terça-feira, maio 22, 2012

Infraestrutura brasileira pode se beneficiar de investimentos chineses


De acordo com Maurício Endo, sócio-líder da área de Infraestrutura e Governo da KPMG no Brasil, a eventual ampliação dos investimentos chineses em nosso País será muito bem recebida

São Paulo (SP) - O Brasil pode se beneficiar significativamente de investimentos diretos vindos da China a partir deste ano, principalmente na área de energia e petróleo e gás. Esta é a conclusão de Alison Simpson, sócia da KPMG China, em artigo na última edição da revista “Insight – The global infrastructure magazine”, publicada sob responsabilidade da prática global de Infraestrutura da KPMG.

Segundo a executiva, “uma parcela importante da estratégia expansionista dos investimentos da China (seguindo as indicações do 12° Plano Quinquenal do país) é criar lideranças mundiais”. Assim, as grandes companhias petroquímicas chinesas tendem a se enquadrar nessa perspectiva. Além disso, “o foco de muitas fusões e aquisições recentes mudou-se para o setor de energia”, inclusive com negócios no Brasil. “A maioria das empresas chinesas de infraestrutura ainda consideram África, América Latina e o Sudeste Asiático como principais mercados”, afirma Alison no texto.

De acordo com Maurício Endo, sócio-líder da área de Infraestrutura e Governo da KPMG no Brasil, a eventual ampliação dos investimentos chineses em nosso País será muito bem recebida. “O Brasil precisa muito de empreendedores interessados em investir em nossa infraestrutura, especialmente diante das necessidades crescentes em áreas como energia, óleo e gás - em razão do pré-sal -, preparação para a Copa do Mundo e as Olimpíadas, mas também em transportes, saneamento e habitação, que são segmentos cuja atividade dos chineses é bastante significativa”, afirma o executivo brasileiro.

Já Daniel Lau, diretor responsável pelo China Desk da KPMG no Brasil, avalia que o interesse dos chineses pelo Brasil é crescente. “Não só na área de investimentos em infraestrutura, mas também na presença de empresas chinesas que buscam instalar-se por aqui. O histórico da relação comercial e econômica entre os dois países aponta na direção do crescimento, o que é muito interessante para ambos”, avalia o especialista.

O artigo completo, em inglês, está disponível nas páginas 36 e 37 da edição número 3 da revista “Insight – The global infrastructure magazine”: www.kpmg.com/Global/en/IssuesAndInsights/ArticlesPublications/insight-magazine/Documents/insight-investmentv3.pdf

Fonte: Redação Macaé Offshore com informações Último Instante

Networking é aquilo que você sente falta quando está desempregado

Sem oportunidades geradas de forma constante e consistente, a carreira profissional pode ser interrompida a qualquer momento. Uma demissão inesperada, a fusão da empresa com o concorrente ou uma nova tecnologia podem destruir carreiras até então muito bem fundamentadas. Além disso, os ciclos econômicos estão cada vez mais velozes e complexos. Por mais que a pessoa tente acompanhá-los e compreender como influenciam sua vida, seu tempo é escasso e preenchido com compromissos de seu cargo atual. Como resultado, o indivíduo tem alta dose de incerteza quanto ao futuro de sua carreira.

Essa situação é agravada, porque muitas pessoas relutam em fazer o networking e possuem todo tipo de restrições sobre o tema. Elas o consideram inconveniente, obscuro, feito puramente por interesse, e não sabem como desenvolvê-lo, somente para mencionar algumas razões que usam para evitá-lo.

Pensar em networking na emergência, não funciona

Mas o fato é que o networking é aquilo de que a pessoa sente falta quando fica desempregada. Para quem ligar quando precisar de uma indicação para uma vaga de emprego? Não é nada fácil montar uma rede de relacionamentos relevantes no momento em que precisar dela. O indivíduo tem de se preocupar com isso antes. Ocorre que, em geral, quando está empregado, fica 100% do tempo ocupado com as questões da empresa e esquece-se de si mesmo, da carreira e do próprio futuro. Aí, vem uma crise e toda a sua dedicação é inútil, se a empresa em que trabalha vai à falência, funde-se com outra ou enfrenta dificuldades que a obriga reduzir seus quadros.

segunda-feira, maio 21, 2012

Dinamarquesa investe US$ 2,2 bi em 16 navios que vão atender o Brasil

Previsão é de que os outros seis navios, todos pertencentes à classe Sammax, comecem a operar até o início do próximo ano

São Paulo (SP) - Até 2013, a dinamarquesa Maersk Line terá concluído a renovação da frota de navios de contêineres que servem o Brasil. A empresa tem em curso desde 2011 um programa de investimentos de US$ 2,2 bilhões que contempla a entrega de 16 novos navios. Desse total, dez estão em operação entre a Costa Leste da América do Sul, a Ásia e a Europa. A previsão é de que os outros seis navios, todos pertencentes à classe Sammax (iniciais de South America Max), comecem a operar até o início do próximo ano.

Os Sammax são importantes na estratégia da Maersk de garantir economia de escala, disse Robbert Jan van Trooijen, presidente da Maersk Line para a América Latina. "Vemos o investimento de US$ 2,2 bilhões nos navios como um investimento para o Brasil", diz Trooijen. Os novos navios, com capacidade de 7,5 mil TEUs (contêiner equivalente a 20 pés), estão substituindo parte da frota em operação. Mas a Maersk, a maior empresa de navegação do mundo no transporte de contêineres, não vai aumentar a capacidade total de sua frota na região. Isso porque as novas embarcações vão substituir parte da frota da Maersk hoje em operação na costa leste da América do Sul, composta por 33 navios.

Segundo Trooijen, o planejamento da nova série de embarcações, encomendadas a estaleiros na Coreia do Sul, começou em 2007. A renovação da frota é acompanhada de um esforço da Maersk em melhorar o retorno financeiro de rotas-chave, caso da América Latina, região na qual a empresa tem 15% de participação de mercado. No Brasil, a Maersk foi a terceira no ranking na navegação de longo curso, entre operações de exportação e importação, em 2011, com um market share médio de 11%.

A Maersk vem fazendo um trabalho para aumentar os preços dos fretes como forma de tornar o negócio novamente rentável. A alta de custos tem levado as empresas de navegação de contêineres a registrar prejuízos. No primeiro trimestre, a Maersk Line registrou prejuízo de US$ 599 milhões. Na política de recomposição de preços, a empresa já anunciou ao mercado novas tarifas que devem entrar em vigor em junho.

O frete para carga seca e refrigerada na rota intra-Américas, que inclui o Brasil, outros países latino-americanos e do Caribe, Canadá e Estados Unidos, vai aumentar US$ 100 por TEU a partir de 11 de junho. No dia 15 do mesmo mês, haverá aumento de US$ 500 por TEU para cargas na importação da Ásia. E na rota de exportação do Brasil para a África Ocidental o aumento será de US$ 200 por contêiner a partir de 1º de junho.

Esses reajustes dão continuidade a um movimento que começou em março e prosseguiu em abril. Os reajustes variam de acordo com a linha e os clientes, mas, em média, ficam em cerca de 30%. Os aumentos buscam compensar a alta de custos, em especial do combustível de navegação, que representa mais de 40% dos gastos das empresas de navegação. No primeiro trimestre, o bunker (o combustível usado nos navios) atingiu US$ 710 por tonelada, com alta de 9% sobre os US$ 652 por tonelada do trimestre anterior, de acordo com a Alphaliner, publicação especializada no setor.

No primeiro trimestre, porém, os aumentos nos fretes ainda não se refletiram nos resultados financeiros da Maersk. A expectativa é de que isso ocorra a partir do segundo trimestre do ano.

Fonte: Valor Ecômico