terça-feira, abril 03, 2012

Petrobras pode comprar refinaria privada do país


Única refinaria privada de petróleo do país, Manguinhos, no Rio de Janeiro, quer se tornar uma estatal.
Seu controlador, o Grupo Andrade Magno, mantém negociação com a Petrobras.
Consultadas, as empresas não quiseram comentar.

A Folha apurou que o bilionário Eike Batista também teria feito uma proposta recente, mas Ricardo Andrade Magno não aceitou.

EBX e OGX, empresas de Eike Batista, negaram ter feito propostas.

As conversas com a Petrobras avançam, mas os controladores da refinaria querem “valorizar a companhia” antes de vendê-la. Querem passá-la à Petrobras por algo entre R$ 2,50 e R$ 3 por ação, uma transação que exigiria no mínimo, R$ 2 bilhões. Hoje, os papéis de Manguinhos são negociados na Bovespa a cerca de R$ 1,26.

Para os analistas, esse prêmio pode ser considerado elevado, mas, em três anos, ele tende a diminuir devido ao plano de investimento da companhia em curso.

Hoje, grande parte da receita (90%) de Manguinhos provém do refino. A meta é reduzir essa participação para menos da metade e investir em armazenagem e tratamento de petróleo.

Ou seja: transformar Manguinhos em uma empresa de logística, que sirva de apoio às companhias que estiverem explorando petróleo no pré-sal do Rio de Janeiro.

Em março, a refinaria informou ter encontrado uma “possibilidade de aumentar sua capacidade de tancagem [estoque]“. Passaria do atual 1,7 milhão de barris para 6,5 milhões em até três anos.

A Folha apurou que essa “possibilidade” é a compra de um navio-tanque que ficaria em alto-mar.

Com esse plano, Manguinhos teria o segundo maior parque de tratamento de petróleo do país e o segundo maior parque de armazenagem (tancagem).

Resultado: uma perspectiva de aumento anual de receita de, no mínimo, US$ 500 milhões e alta considerável das ações no período.

ANTECEDENTES

A refinaria foi inaugurada em 1954 com capacidade de produção de 10 mil barris por dia. Na ocasião, atendia 90% do consumo diário da cidade do Rio de Janeiro.

Sua capacidade subiu para 15 mil barris por dia e, em 1998, a argentina YPF passou a dividir o controle da companhia com o Grupo Peixoto de Castro.

Endividada, Manguinhos entrou em um programa de recuperação judicial em 2008. Naquele ano, a refinaria foi vendida para o Grupo Andrade Magno, que também adquiriu as subsidiárias Manguinhos Química e Manguinhos Distribuidora.

Associados a investidores estrangeiros, os novos controladores renegociaram as dívidas com os credores e deram início à rodada de investimentos.

Em julho de 2011, a companhia suspendeu a recuperação judicial.

Agora, o plano de investimento chegou ao limite e os controladores preparam a companhia para a venda.

Fonte: Folha Online

Chinesa supera Exxon e é líder em petróleo


A novata PetroChina, de apenas 13 anos, superou a norte-americana Exxon Mobil e se tornou a maior produtora de petróleo negociada em Bolsa.

A PetroChina anunciou ontem a produção de 2,4 milhões de barris de petróleo por dia no ano passado, ultrapassando a Exxon em 100 mil barris diários.

A produção da chinesa aumentou 3,3% em 2011, enquanto a da Exxon caiu 5%. O volume de óleo da antiga líder também foi maior que o da empresa russa Rosneft, que produziu 2,38 millhões de barris.

Criada pelo governo chinês para assegurar petróleo ao mercado local, a PetroChina cresceu rapidamente na última década ao explorar antigos poços do país e gastar mais do que os rivais na aquisição de reservas em locais como Canadá, Iraque e Qatar.

A estratégia é diferente da adotada pelas empresas ocidentais, que buscam novos campos para substituir os atuais, em declínio de produção.

Diante da necessidade de aumentar a oferta de combustíveis rapidamente -a demanda na China deve duplicar entre 2010 e 2035-, as petroleiras do país optaram pelo caminho das aquisições.

Segundo a Agência Internacional de Energia, as aquisições das chinesas saltaram de US$ 2 bilhões, em 2002 e 2003, para cerca de US$ 48 bilhões em 2009 e 2010.

Fonte: Folha de São Paulo – Da Associated Press

sábado, março 31, 2012

XXII semana de geologia da UFRRJ


A Semana Acadêmica de Geologia da UFRuralRJ é uma reunião científica anual de abrangência estadual. Contando com a participação de geocientistas com experiência no mercado de trabalho, o evento vem crescendo a cada edição, revelando sua notoriedade e importância. Os últimos encontros
contaram com cerca de 100 participantes, promovendo a divulgação dos estudos na área de geologia no país. A próxima SAGEO será realizada de 09 à 13 de abril no Departamento de Geociência. Para mais informações sobre a programação, palestras e minicursos, acesse o site:


www.22sageorural.com.br

Fonte: http://www.qgdopetroleo.com/