terça-feira, março 20, 2012

SKF abrirá centros de manutenção para área de petróleo e gás


Área de serviços industriais pretende responder por 30% do faturamento da fabricante de peças, hoje em R$ 800 milhões, em até três anos.

A área industrial da SKF do Brasil quer estar mais próxima dos clientes. Para isso, a companhia vai inaugurar quatro escritórios regionais especializados na manutenção de equipamentos pesados.

A primeira cidade escolhida foi Macaé, no interior do Rio de Janeiro, para atender as empresas de óleo e gás. Essa é a primeira iniciativa da companhia no segmento e, de acordo com o diretor de serviços industriais da SKF, Carlos Alberto Fernandes, a ideia é tornar o escritório a base das operações off shore da companhia na América do Sul.

Hoje, a SKF tem unidades desse tipo somente nos Estados Unidos, Oriente Médio, Escócia e Noruega.

“Começamos a atuar na área de serviços industriais em 2000, mas atendíamos apenas a partir de São Paulo. Com o aumento de clientes de manutenção, tivemos que expandir nossos domínios. É muito difícil atender o cliente de longe”, explicou o executivo.

O projeto da SKF é abrir escritórios em Belo Horizonte, para atender os clientes de mineração e siderurgia, em Três Lagoas, (MS) para o setor sucroenergético e em Camaçari (BA), para ficar perto das empresas petroquímicas da região.

Ao se instalar nessas cidades, a SKF pode atuar em duas frentes: suporte a rede de distribuidores autorizados de peças e serviços em manutenção industrial.

Segundo Fernandes, a SKF monitora eletronicamente rolamentos, correias, polias, acoplamentos e correntes instalados nos equipamentos pesados, ajudando a aumentar a eficiência operacional das indústrias e a reduzir os custos das operações com paradas não programadas em máquinas e equipamentos.

Faturamento crescente

“A área de serviços está crescendo dentro da companhia. A meta é dobrar o faturamento da divisão até 2015, o que responderá por 30% das vendas da SKF”, disse Fernandes.

No ano passado, a SKF no Brasil faturou R$ 800 milhões e o segmento de serviços respondeu por R$ 60 milhões.

Para isso, a empresa vai abrir nos próximos três anos mais dois escritórios regionais.

“Ainda não definimos onde eles serão instalados, mas provavelmente deverão ser no Nordeste do país”, disse o executivo, acrescentando que em 2015 a empresa terá seis novas unidades.

Fonte: Brasil Econômico/Ana Paula Machado

Solo próximo ao campo da Chevron no Rio pode afundar


O governo estaria trabalhando com a hipótese de novos vazamentos de petróleo no Campo de Frade, na Bacia de Campos, no Rio, e de afundamento do solo, com o surgimento de novas fissuras no fundo do mar por onde o óleo pode escapar.
A Agência Nacional de Petróleo (ANP) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) avaliam a hipótese de que a perfuração realizada pela empresa Chevron na região, que levou ao vazamento de petróleo em novembro do ano passado, pode ter comprometido uma área com raio de 3,5 quilômetros a partir do poço que vazou e foi concretado em 2011.
De acordo com especialistas, a situação é preocupante. Ainda não há tecnologia para enfrentar o problema. Com o segundo vazamento de óleo por uma fissura, comunicado pela Chevron na semana passada, a empresa diz que a suspensão da produção “é uma medida de precaução e visa a realização de um amplo estudo técnico para o melhor entendimento da estrutura geológica do campo”.
No vazamento de novembro escapou o equivalente a 2,4 mil barris de petróleo. No segundo, a empresa estima 5 litros, mas segundo a Polícia Federal, o volume pode ser maior. Os especialistas temem que a pressão do óleo faça surgir novas fissuras e novos pontos de escape de óleo numa área de 7 quilômetros de diâmetro do campo da Chevron. Os dirigentes e principais técnicos da empresa estão impedidos de sair do País, conforme decisão da justiça brasileira.

Fonte: Terra

segunda-feira, março 19, 2012

O que são plataformas petrolíferas


Uma plataforma petrolífera é uma estrutura, com a possibilidade de ser habitada, localizada sobre uma lâmina de água. É usada para exploração, extracção, adequação e bombeamento de petróleo ou gás natural.

Existem 6 tipos de plataforma que vão ser explicados de seguida.

Plataformas fixas – são as mais utilizadas em lâminas de água de até 200 metros. Usualmente são construídas de estruturas modelares de aço, instaladas no local de operação presas no fundo do mar com umas estacas cravadas. Este tipo de plataformas são projectadas para perfuração, estocagem de materiais e alojamento de trabalhadores, além de tudo o que é necessário para a produção dos poços. No entanto não tem a capacidade de estocagem de petróleo ou gás, sendo estes materiais enviados para terra através de oleodutos ou gasodutos. .

Plataformas Auto-Eleváveis – este tipo de plataformas são usadas para a perfuração de poços exploratórios na plataforma continental, em lâminas de água que variam entre 5 a 130 metros. Estas plataformas são constituídas por uma balsa, ou por “pernas”, que lhe permite mecânica ou hidraulicamente movimentarem-se até ao fundo do mar.

Plataforma de pernas atirantadas – este tipo de plataforma é usada para a produção de petróleo. Este tipo de plataforma é ancorada ao fundo do mar por estruturas tubulares, com tendões fixos ao fundo do mar e mantidos esticados para a flutuação da plataforma, o que faz uma redução drástica nos movimentos da mesma. Assim, estas plataformas nas operações de perfuração, completação e produção são semelhantes as executadas em plataformas fixas.

Plataformas Semi Submersíveis – este tipo de plataforma é normalmente composto por um ou mais conveses, apoiada em flutuadores submersos. Para atenuar a possibilidade de danificar-se os equipamentos a serem descidos no poço, o sistema de ancoragem é constituído de 8 a 12 âncoras e cabos/correntes que fazem um trabalho de “mola” para restaurar a posição da plataforma que poderá ser modificada pela acção das ondas, ventos e correntes.

Navios-sonda – este tipo de plataforma é destinado à perfuração de poços em águas profundas e ultra profundas, tal como as plataformas Semi Submersíveis. Este tipo de navio é projectado para a perfuração de poços submarinos. Possui uma torre de perfuração no centro do navio, que através de uma abertura permite a passagem da coluna de perfuração. O navio é composto por sensores acústicos, propulsores e computadores que permite a posicionamento do navio anulando os efeitos do vento, ondas e correntes.

Sistemas flutuantes de produção – estes sistemas são navios de grande porte, com capacidade de produzir, processar e/ou armazenar petróleo e gás natural, estando estes normalmente ancorados num local predefinido. O petróleo depois de separado da água e do gás, o petróleo produzido pode ser armazenado no próprio navio nos seus tanques ou transferido para terra através de navios aliviadores ou oleodutos. Em relação ao gás, este é enviado para terra através de gasodutos ou re-injectado no reservatório.

Fonte: http://www.trabalhoemplataformas.com/