segunda-feira, outubro 17, 2011

Um Laboratório em Escala Real


A Geologia Marinha vem coletando dados e elaborando estudos aprofundados para apoiar e subsidiar a exploração e a explotação de petróleo, contribuindo para minimizar custos e aumentar a segurança dos projetos e instalações.

A evolução da Geologia Marinha na Petrobras deu-se em função do contínuo avanço da exploração de petróleo para águas profundas. Inicialmente, a atividade de geologia marinha foi conduzida descentralizadamente; muitos dados eram coletados, mas não agrupados de forma a permitir o aumento do conhecimento integrado sobre a região, muito voltados a cada projeto individualmente.

Criou-se informalmente, no final de 1987, o Grupo de Trabalho de Estudos do Fundo do Mar, a fim de montar o quebra-cabeças composto por dados de diferentes origens: levantamentos ambientais, oceanografia, geotecnia, perfuração de poços, estudos de fundo etc.
Em maio de 1989, este grupo de trabalho evoluiu para a formalização organizacional, com uma gerência específica criada com o objetivo de gerenciar e melhor utilizar os dados disponíveis. Iniciou-se, assim, a formação de um banco de dados, que permitiu uma abordagem moderna e localizada dos dados geológicos e ambientais do fundo do mar.

A necessidade era investigar o fundo do mar como suporte para novos avanços, integrando as técnicas de exploração de petróleo ao conhecimento da geologia marinha. O grupo se mantinha atento aos saltos tecnológicos e colaborava para a melhoria do produto, sempre antecipando-se às necessidades da atividade. Esta primeira fase serviu para montar um cenário regional integrado do fundo do mar e visualizar as informações encontradas, focando melhor a atuação de suporte à engenharia e à exploração de petróleo. Esses estudos pioneiros avaliavam a estabilidade do solo oceânico para a instalação de equipamentos no fundo do mar.

Na escalada da Geologia Marinha consta a participação no Programa de Capacitação Tecnológica em Águas Profundas -Procap-1000. Foram analisados dados de alta resolução e estudos sísmicos pioneiros sobre o talude continental das áreas de Marlim e Albacora, os limites mais profundos de exploração daquela época na Bacia de Campos.

O reconhecimento da necessidade e da qualidade destes trabalhos propiciou ao grupo de profissionais mergulhar na segunda fase, que consistiu na coleta de informações de alta resolução a nível regional, incluindo a participação no Procap-2000. Hoje, praticamente toda operação de engenharia desenvolvida no solo oceânico é precedida por estudos da equipe de geologia marinha.

O grupo hoje é estrategicamente qualificado, e se envolve em avançados estudos científicos de reputação internacional. Também representa a Petrobras na Comissão Interministerial de Recursos do Mar -CIRM, órgão ligado à Marinha do Brasil, atuando no Programa de Avaliação da Potencialidade Mineral da Plataforma Continental Jurídica. Seus principais clientes são as gerências de Engenharia e de Exploração da Companhia, também a área de Meio Ambiente, além do Centro de Pesquisas (CENPES).

Com a contribuição da geologia marinha, a Bacia de Campos continuará sendo utilizada como laboratório em escala real para o desenvolvimento de novas tecnologias nos próximos anos.

Fonte: http://www.clickmacae.com.br/

domingo, outubro 16, 2011

Venda de ativos da Petrobras será parcial


A refinaria Nansei Sekiyu, no Japão, poderá estar entre os ativos que serão vendidos

O pacote bilionário de desinvestimento global da Petrobras, cujo valor estimado é de US$ 13 bilhões, não prevê que a estatal tenha planos de encerrar operações em nenhum país onde atua. A possível venda de ativos em diversas partes do mundo será feita de maneira parcial, conforme o diretor da Área Internacional da petroleira, Jorge Zelada. Segundo ele, a companhia planeja se desfazer de ativos de energia na Argentina, bem como, ofertar participações em blocos exploratórios em todo o planeta, na medida em que essas reservas se valorizem com descobertas de novos reservatórios, como é o caso de áreas na Namíbia, Angola e Golfo do México.

Em Londres, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, anunciou que a refinaria Nansei Sekiyu, em Okinawa (Japão), poderá estar entre os ativos que serão vendidos. O executivo acredita que a estatal não terá dificuldades para encontrar compradores, mesmo em meio à crise financeira internacional. Gabrielli reiterou que o plano contempla a possibilidade de três tipos de operações: redução da parte que a Petrobras financia em empreendimentos, venda efetiva de participação em empresas e o farmout (venda de participação em blocos sob concessão direta).

Fonte: J.Commercio

ANP deve simplificar exigências de conteúdo local





A Agência Nacional do Petróleo (ANP) estuda aperfeiçoar as regras de conteúdo local para equipamentos utilizados na produção e exploração de petróleo no país. Algumas mudanças devem ocorrer antes da realização da próxima rodada de licitações. O órgão regulador planeja simplificar as exigências de produção nacional já para a 11ª rodada, reduzindo a lista de itens que devem seguir as diretrizes de componentes brasileiros. O objetivo é direcionar o desenvolvimento de setores da indústria considerados mais importantes.

Além disso, a agência estuda a possibilidade de reduzir a cobrança de multas para quem não cumprir os limites, com a implantação de um sistema de créditos, que deverão ser investidos no fomento a setores industriais específicos, apontados pela ANP, mas geridos pelas próprias empresas que deixarem de cumprir o conteúdo local. Essa mudança levará mais tempo para ser aprovada e não deverá ficar pronta a tempo da próxima rodada, no primeiro semestre de 2012.

As propostas para a 11ª rodada já foram entregues ao governo, que ainda não se manifestou, de acordo com o chefe da Coordenadoria de Conteúdo Local da ANP, Marcelo Mafra. Segundo ele, a tabela de exigências da ANP é "muito extensa", o que leva à necessidade de enxugamento para dar maior foco à indústria, evidenciando as áreas que espera desenvolver e concentrar os investimentos. Alguns itens hoje incluídos poderão ser agrupados.

"Estou dando foco, mostrando no primeiro momento o que é estratégico. Não vai ser o parafuso. Se tenho uma árvore de natal [conjunto de válvulas que controla a pressão e vazão de um poço] para olhar, por que vou olhar o parafuso? Parafuso a gente já produz, se não está vendendo é porque não é competitivo, ou porque está cobrando muito caro. Se a gente for abraçar o mundo com as pernas, não vai ter conteúdo local", disse.

Ele explicou que, pelas regras atuais, são 69 os itens incluídos na política de conteúdo local para os quais o operador de uma exploração de petróleo precisa indicar uma oferta mínima e o seu impacto no investimento.

"Esse exercício de preencher 69 linhas imaginando um projeto futuro que vai ser desenvolvido daqui a dez anos é muito complicado", disse. "A chance de essa distorção gerar uma multa de conteúdo local é grande."

Já as mudanças nas regras de conteúdo local, que deverão ficar prontas apenas para a realização da 12ª rodada de licitações, visam tornar mais ágil o desenvolvimento da indústria brasileira de fornecedores de petróleo, sem ficar presa à burocracia do governo. As multas por não cumprimento do limite mínimo de produção de componentes poderão ser transformadas em crédito para fomento à indústria. A ideia é que a empresa multada deposite o valor referente em uma conta de desenvolvimento da ANP, e apresente um projeto para o setor apontado pela agência.

"O dinheiro que a empresa paga diretamente com a GRU (guia de recolhimento da União) vai para a conta única da União. Até eu pegar esse recurso, jogar na conta da ANP para transformar em um projeto, já perdi alguns anos preciosos", disse Mafra.

Fonte: http://www.clickmacae.com.br/