domingo, agosto 07, 2011

VI Feira de Estágio e Emprego do Cefet-RJ começa na próxima terça e abre três mil vagas


O Cefet-RJ vai realizar entre os dias 9 e 11 deste mês sua VI Feira de Estágio e Emprego. No total, são três mil vagas para estudantes de cursos técnicos, de graduação e ainda para recém-formados. Além de se candidatar às vagas, os candidatos terão a chance de conversar com os responsáveis pelos processos seletivos de diferentes empresas e assistir a palestras.

O evento acontecerá de 10h a 19h e será aberto a alunos de todas as universidades. Ao todo, 27 empresas já confirmaram sua participação na feira. São elas, Mills, TIM, Vale, CEG, MRS Logística, IBM, Globosat, Ernst & Young Terco, Essilor, FMC Technologies, Itaguaí Construções Navais, Oceaneering, Peixe Urbano, CIEE, RJZ Cyrela, CI, Michelin, Chemtech, SH Formas, Modec, Globo.com, Oi, Light, Fundação Mudes, Cosan, Academia do Concurso e Top Oportunidades.


Mais informações sobre a nova edição da feira podem ser obtidas no site. O evento será no campus do Cefet no Maracanã (Avenida Maracanã 229).


Fonte: O Globo

OSX vai capacitar 3100 pessoas para trabalhar em estaleiro, no Complexo do Açu


A previsão é de que os cursos comecem até o final do ano

Após o início das obras do que virá a ser um dos maiores estaleiros das Américas, com a licença de Instalação para sua Unidade de Construção Naval (UCN), que será instalada no Complexo Industrial do Superporto do Açu, no município de São João da Barra (RJ), a OSX já pensa no próximo passo. Para driblar o gargalo da falta de mão de obra do setor, que passou décadas estagnado, a empresa vai capacitar trabalhadores para o local. Serão investidos R$ 12,6 nos cursos.

Está sendo criado o Instituto Tecnológico Naval (ITN), em convênio com a Firjan. A previsão é que até o final do ano os primeiros dos 23 cursos previamente definidos já estejam em funcionamento na cidade de São João da Barra. No total devem ser criadas 3.100 vagas. A informação foi detalhada por Eduardo Musa, diretor de engenharia, afretamento e desenvolvimento da companhia.

“A idéia do ITN veio a partir de uma frase do Eike Batista, dizendo que a OSX será a Embraer dos mares. Se a Embraer tem o ITA (Instituto Tecnológico da Aeronáutica) para criar, nós também precisaríamos de algo parecido”, afirmou Musa durante a Navalshore 2011 - Feira e Conferência da Indústria Naval e Offshore, que acontece nesta semana no Rio de Janeiro.

Entre os cursos estão o de pintura, marcenaria, soldador, eletricista etc. A expectativa é formar ainda técnicos especialistas de produção, inspeção e supervisão naval.

As obras para a construção da UCN Açu se iniciaram no final de julho, tendo como expectativa a geração de 14 mil empregos diretos, sendo 10 mil na fase de operação e os demais durante a fase de implantação.

“Dividimos este processo em quatro etapas. A primeira é a formação e capacitação de mão de obra, estágio atual. Depois, levar esta equipe ao campo de atuação, já que a ideia é que todos trabalhem lá mesmo. Em terceiro, sermos fornecedores de mão de obra. Por fim, lá na frente, criar novas tecnologias como sugere o nome do instituto”, lista o diretor

Plano de atividades

Na ocasião, Eduardo Musa aproveitou para dar detalhes do plano de atividades a ser implementado pela OSX Construção Naval, para a produção de equipamentos navais de produção de petróleo e gás na Unidade de Construção Naval (UCN) do Açu até 2015, tendo em vista o início das atividades de construção da UCN.

A primeira etapa diz respeito à obra de construção do “maior estaleiro das Américas”, seguido pelo atendimento da demanda de equipamentos de produção de petróleo e gás e, consequentemente, o atendimento também a potenciais demandas adicionais de novos clientes no setor de óleo e gás atuantes no Brasil.

A UCN Açu possui uma área total de 3.200.000 metros quadrados, da qual será utilizada uma área de 2.550.000 metros quadrados, nesta primeira fase de desenvolvimento.

Impactos na região

A região na qual está sendo construído o gigantesco porto sofre há décadas com a erosão eólica e marítima. O distrito de Atafona, que faz parte de São João da Barra, vem perdendo parte de seu território devido às constantes mudanças da desembocadura do rio Paraíba do Sul, que corta a cidade.

Moradores locais temem que o porto acentue ainda mais o problema de assoreamento do rio e alagamento das redondezas. Problema que Musa não acredita que haverá. “Não tem a menor possibilidade porque já está sendo feito, com obras do PAC (Programa de Aceleração de Crescimento), um sistema de drenagem dos canais que desafogam no rio. Três dos quatro canais previstos inicialmente já estão em obras. A região tem este problema erosivo devido ao próprio rio e pelo avanço marítimo, não tem ligação com as obras do porto, que só estão começando para valer”, disse.

Fonte: http://www.clickmacae.com.br/

sábado, agosto 06, 2011

Qualificação, eis a questão


A indústria vivencia uma demanda crescente por profissionais qualificados. Entretanto, a formação de recursos humanos tem sido o grande gargalo do setor. Apesar do número de graduados, as empresas reclamam da falta de profissionais aptos às suas necessidades.

O mercado de construção naval, petróleo e gás brasileiro passa por grandes mudanças. Os cenários são otimistas, demandando profissionais das mais diversas áreas para garantir o aumento da capacidade produtiva dos estaleiros e petroleiras. Com as perspectivas de aumento da produção de petróleo no Brasil, principalmente após as descobertas do pré-sal, cursos voltados para a formação de mão de obra para o setor proliferaram em todo país. Segundo o Ministério da Educação, nos últimos dois anos foram criados nada menos que cerca de cem novos cursos superiores destinados à capacitação para o setor de óleo, gás e indústria naval. São Paulo concentra a maior parte deles, seguido de Rio de Janeiro, mas também há oportunidades em estados como Espírito Santo, Amazonas e Bahia. A grande procura por profissionais, especialmente por parte de multinacionais, também tem impulsionado a expansão de treinamentos e cursos livres.

A indústria do petróleo engloda as mais diversas atividades, desde a engenheria ao direito, passando pela medicina e pela administração de empresas, dentre outras. Com isso, vários cursos profissionalizantes e de graduação surgiram para atender não só as centenas de empresas nacionais e internacionais, mas também pessoas interessadas em ingressar no mercado de óleo e gás - com remunerações até 30% superiores ao que é pago em outros setores da economia.

Em 1999, a PUC-Rio iniciou a turma de especialização em Engenharia de Petróleo, para graduados em Engenharia Plena, com o objetivo de formar profissionais em curto tempo (400 horas). Depois de ganhar experiência com as várias turmas, a instituição decidiu criar o curso de graduação em engenharia de petróleo, iniciado em 2005. Segundo Sérgio Fontoura, coordenador do referido curso, a procura pela especilização é grande. "Anualmente, recebemos cerca de 30 alunos para o curso de graduação e 40 alunos para a especialização em Engenharia de Petróleo para graduados", afirma ele. "Nossa maior preocupação é garantir uma formação de alto nível para estes alunos e suprir o mercado com bons profissionais", diz.

A profissão de engenheiro de petróleo, por exemplo, está em franco crescimento. O salário médio inicial de R$ 2 mil e o interesse de empresas do porte de Petrobras, Ipiranga e Shell, fazem da engenharia de petróleo uma opção atrativa para quem pretende construir uma carreira profissional. Além de trabalhar com o estudo e análise de jazidas de petróleo, e projetos de extração do produto, o profissional dessa área pode trabalhar com outros combustíveis, como o gás natural.

Tecnólogos

A maior parte dos cursos destinados à formação de tecnólogos, que têm diploma de curso superior, mas não título de bacharel. São cursos de menor duração do que uma graduação tradicional, voltados exclusivamente para o mercado de trabalho.

O curso tem duração menor ( média de dois anos) que a do bacharelado (quatro a cinco anos). No entanto, com esta formação, os profissionais ainda não são aceitos nas inscrições para vagas de nível superior em concursos da Petrobras. A altenativa, nesse caso, é buscar trabalho em empresas terceirizadas.

Cada curso de tecnologia em petróleo e gás prioriza áreas específicas, como técnica operacional, refino, processamento de petróleo, mineração, gestão de negócios, serviços em poços de petróleo, produção industrial, entre outras.

Fonte: http://www.qgdopetroleo.com/