terça-feira, junho 15, 2010

Marte tinha oceano que cobria 36% do planeta


Vista da região do polo norte marciano, região ricaem gelo: novos dados confirmam existência de hidrosfera no passado


ÃO PAULO – Dois novos estudos trazem mais evidências de que Marte, um dia, foi coberto por um grande oceano.

Integrando dados da NASA e da Agência Espacial Européia, obtidos pela sonda que orbita o planeta, cientistas concluíram que este oceano cobriu cerca de 36% do planeta e continha 30 milhões de metros cúbicos de água.
Isso teria formado uma camada de 550 metros de profundidade. O volume lá seria 10 vezes menor do que atualmente temos na Terra, embora Marte tenha pouco mais da metade do tamanho do nosso planeta.

Os resultados obtidos pelos pesquisadores da Universidade do Colorado em Boulder, Estados Unidos, indicam também que o planeta possuía um ciclo hidrológico similar ao da Terra, incluindo precipitações, formação de nuvens, gelo e acúmulo de água subterrânea.

A ideia de um oceano no planeta vermelho vem sendo amplamente divulgada, e desafiada, ao longo das ultimas últimas duas décadas. No entanto, esta é a primeira vez que é feita uma análise tão ampla de características relacionadas à presença de água, como dados de depósitos e de vales de rios. Os pesquisadores usaram o sistema de informação geográfica (GIS) para mapear o terreno de Marte e encontraram mais de 52 deltas de rios que estavam quase na mesma elevação (e alimentam inúmeros vales). Com base nisso, a equipe liderada por Gaetano Di Achille, que publicou seus resultados na Nature Geoscience, acredita ter encontrado os limites do oceano. Exatos 29 desses 52 deltas estavam conectados ou com um antigo oceano em Marte ou ao subterrâneo e a diversos grandes lagos adjacentes.

Mas este não é o único estudo que reforça a idéia de um grande oceano na chamada era Noachian, há mais de três bilhões de anos. Uma segunda pesquisa da Universidade, liderada por Brian Hynek e publicada no Journal of Geophysical Research – Planets,Hoke , detectou cerca de 40 mil vales de rios em Marte. Este número é quatro vezes maior do que o identificado anteriormente, e esta quantidade de vales indica a existência de muita precipitação em Marte.

Juntos, esses resultados embasam a teoria de que havia uma um ciclo de água no planeta, que integrava vales, deltas e oceano. A principal pergunta que os pesquisadores tentam agora responder é: onde foi parar toda essa água?




Fonte: http://info.abril.com.br/

segunda-feira, junho 14, 2010

Site da Fifa possui recurso para deficientes


Deficientes auditivos contam com transmissções adaptadas dos jogos da Copa no site da Fifa


SÃO PAULO - Deficientes auditivos podem acompanhar a todos os 64 jogos da Copa em transmissões comentadas em linguagem de sinais por meio do site da Fifa.

A iniciativa é uma parceria da entidade com as associações de portadores de deficiência auditiva da África do Sul.

Segundo a Fifa, 70 milhões de deficientes auditivos em todo o mundo terão acesso às transmissões adaptadas no site da entidade.

O Mundial sul-africano é o primeiro da história das Copas adaptado a necessidades de portadores de deficiência visual e auditiva.

Seis dos dez estádios sul-africanos que recebem as partidas contam com lugares reservados exclusivamente a deficientes visuais.

Durante 19 dos 64 jogos da Copa, quem tem problema de visão pode acompanhar as partidas com o auxílio de fones de ouvido fornecidos pela Fifa. Voluntários foram designados para ajudar o deficiente visual nos locais das partidas.

De acordo com o presidente da Fifa, Joseph Blatter, a adaptação de estádios e transmissões é mais um passo para a popularização total do esporte. “O futebol é um esporte universal e tem de ser acessível a todos", afirmou, em comunicado.


(Com informações da Agência Brasil)




Fonte: http://info.abril.com.br/

Cápsula volta à Terra após visitar asteróide


Ilustração mostra a nave no asteróide Itokawa


SÃO PAULO – Com três anos de atraso, cápsula japonesa que deve conter as primeiras amostras retiradas de um asteróide volta à Terra.

A Hayabusa entrou hoje na atmosfera, criando uma bola de fogo no céu do deserto australiano.
A missão japonesa foi lançada em 2003 com o objetivo que colher amostrar do asteróide Itokawa. Ela passaria três meses na rocha especial de 500 metros de comprimento em 2005 e deveria ter voltado à Terra em 2007.

Uma sucessão de problemas atrasou seu retorno - um deles inclusive, no mecanismo que deveria pegar amostras do asteróide. Por isso, apesar do otimismo da JAXA, a Agência Espacial Japonesa, ainda há incertezas de que ela conseguiu realmente colher materiais do Itokawa.

Na chegada à Terra, a nave principal foi destruída, mas a cápsula contendo as amostras possui proteção especial anti-calor e um para-quedas que a permitiram pousar em segurança após ser ejetada a 200 km de altitude. As temperaturas durante a aterrissagem chegaram a 3000º C.

Antes de ser transferida para o Japão, a cápsula passa por um protocolo de esterilização, o que evitaria que quaisquer materiais dentro dela sofressem interferência de agentes terrestres.




Fonte: http://info.abril.com.br/