sábado, fevereiro 20, 2010

Computador de 1980 também acessa o Twitter


Um Commodore VIC-20, computador que chegou ao mercado em 1980, está pronto, agora em 2010, para entrar no Twitter. A adaptação foi feita pelo Personal Computer Museum de Brantford, cidade próxima a Toronto, no Canadá, e a primeira mensagem será enviada no próximo dia 20, sábado.

O tweet inicial enviado pelo VIC-20 será feito por um radialista/personalidade local, e depois os visitantes do museu poderão também mandar textos via microblog. O software para o Commodore, chamado de TweetVER (abreviação para "twittando de um computador antigo", em inglês), roda em uma fita cassete, já que a máquina tem apenas 5 KB de RAM e processador de 1 MHz.
O VIC-20 foi um dos computadores pessoais dos anos 1980 vendidos abaixo do preço de US$ 300, e foi o primeiro a ter mais de 1 milhão de cópias comercializadas. As mensagens enviadas pelos visitantes do museu estão na conta @vintagepc. Mais informações em http://www.pcmuseum.ca/.




Roube-me: site mostra como redes sociais ajudam criminosos

Um site chamado PleaseRobMe ("Por Favor, Roube-Me", em tradução livre) diz que revela o local onde há casas vazias com base em informações que as pessoas colocam na internet.
Os criadores holandeses do site disseram à BBC que têm a finalidade de comprovar os riscos de compartilhar na internet informações precisas sobre localização.
O site recolhe dados de participantes do jogo online Foursquare, que é baseado no local exato da pessoa no mundo real, e cruza com informações dos jogadores que colocam detalhes sobre seu paradeiro automaticamente no Twitter.
"Tudo começou com eu e um amigo olhando para os nossos feeds de Twitter e vendo mais e mais mensagens do Foursquare", diz Boy Van Amstel, um dos criadores de PleaseRobMe.
"As pessoas estavam revelando endereços - acho que eles não tinham noção do quanto estavam se expondo", acrescenta.
Van Amstel, Frank Groeneveld e Barry Borsboom perceberam que as pessoas estavam não só compartilhando informações detalhadas sobre a localização delas e de amigos, mas também deixando claro que estavam fora de suas casas.
Os holandeses contam que precisaram de apenas quatro horas para a criação do site.
"É basicamente uma busca no Twitter, nada novo", diz Van Amstel. "Qualquer pessoa que sabe usar HTML e javascript pode fazer isso. É tão fácil que é quase engraçado."
Ele afirma que o site pode continuar existindo, mas nega que a página tenha sido criada para encorajar crimes.
"O site não é uma ferramenta para roubos", diz o holandês. "O que queremos mostrar é que, não faz muito tempo, era questionável compartilhar o seu nome completo na internet. Agora, já passamos umas mil milhas desse ponto".
Van Amstel argumenta que, na prática, seria "muito difícil" usar a informação obtida no site para praticar um roubo.
A ONG britânica Crimestoppers recomenda que as pessoas pensem cuidadosamente nas informações que desejam compartilhar na internet. "Pedimos aos usuários de Twitter, Facebook e outras redes sociais que parem e pensem antes de colocar detalhes pessoais online que podem deixá-las vulneráveis a crimes como furto e roubo de identidade", diz um porta-voz da ONG.
"Detalhes colocados online estão disponíveis para o mundo ver. Você não penduraria uma placa na sua porta dizendo que não está em casa, então por que fazer isso online?"

Novo vírus infecta 75 mil computadores em 196 países

Um novo tipo de vírus de computador contaminou quase 75 mil máquinas em 2,5 mil organizações em 196 países, incluindo contas de usuários em populares sites de redes sociais. O ataque começou no final de 2008, mas só foi notado em janeiro, de acordo com a empresa de segurança na internet NetWitness.
O vírus, conhecido como "Kneber botnet", reúne os dados de login para sistemas financeiros online, redes sociais e emails de computadores infectados e transmite essa informação a seus criadores. Uma botnet é uma rede formada por computadores infectados que os hackers podem controlar a partir de uma máquina central.
A empresa afirmou que o ataque foi identificado pela primeira vez em janeiro durante um desenvolvimento de rotina no software da NetWitness. Um estudo mais aprofundado pela Herndon, empresa de segurança de software dos Estados Unidos, revelou que muitos sistemas comerciais e governamentais foram comprometidos, incluindo 68 mil dados de login e acesso a email, bancos online, Yahoo, Hotmail e redes sociais como o Facebook.
Os ataques aparentemente não estão ligados à invasão do Google e de mais 30 empresas das áreas de finanças, energia, defesa, tecnologia e comunicação, em janeiro, supostamente por hackers chineses. Mas são sintomáticos da sofisticação de ciberataques movidos por grupos criminosos assim como da incapacidade das empresas privadas em evitá-los.
"A abordagem tradicional dos sistemas de invasão e detecção é por definição inadequada para esse tipo de ameaça sofisticada", disse o presidente-executivo da NetWitness, Amit Yoran, ao jornal The Washington Post. "As coisas que nós - a indústria - fizemos nos últimos 20 anos não funcionam contra ataques deste tipo. Esta é a história".