sexta-feira, outubro 02, 2009

Google trabalha em recarga "inteligente" para veículos híbridos


O Google está começando a procurar maneiras de criar softwares para integrar plenamente os veículos híbridos recarregáveis em tomada à rede elétrica, a fim de minimizar a sobrecarga da rede e ajudar as empresas de energia a administrar a tarefa de recarregar as baterias de veículos.
"Estamos realizando alguns trabalhos preliminares", disse o diretor de iniciativas de energia e mudança climática do Google, Dan Reicher. "Começamos a trabalhar na recarga inteligente de veículos elétricos e em como integrar grande número de veículos elétricos à rede de energia de maneira eficiente".
"Já trabalhamos um pouco no aspecto de software, para determinar de que maneira seria possível criar um código de computador que administrasse essa espécie de infraestrutura de recarga", declarou ele em entrevista durante uma conferência setorial.
O Google, conhecido por seu serviço de buscas na Internet, anunciou em 2007 um programa para testar o Toyota Prius e o Ford Escape, veículos híbridos acionados por motores elétricos e a gasolina mas convertidos pela empresa em híbridos recarregáveis via rede elétrica e acionados prioritariamente por eletricidade.
Uma das tecnologias experimentais em teste pelo gigante das buscas na web permitiria que os veículos recarregáveis via rede elétrica estacionados transferissem energia de volta à rede, o que ofereceria um potencial de reserva para o sistema durante os horários de pico.
O Google já está realizando esforços para enfrentar as questões da mudança climática por meio dos esforços filantrópicos de sua divisão Google.org.
Reicher diz que a frota de híbridos recarregáveis via rede elétrica da companhia vem sendo testada "de forma muito intensa" nos dois últimos anos. "Uma das melhores coisas desses veículos é a grande oportunidade que oferecem de termos pela primeira vez, e enfim, uma tecnologia de armazenagem", afirmou. Reicher disse que a empresa quer descobrir como administrar o impacto da recarga simultânea de milhões de veículos elétricos, no futuro.

Telhas mais discretas são opção para energia solar


A principal maneira de aproveitar a energia solar, em residências, é a instalação de grandes e desajeitados painéis de células fotovoltaicas, por sobre o telhado ou no chão. Mas agora existem empresas que oferecem alternativas, em forma de telhas, revestimentos e outros materiais de construção menos chamativos que abrigam células fotovoltaicas.

"Os novos materiais são parte da edificação, não um acréscimo, e estão conduzindo as células fotovoltaicas a um novo patamar estético", diz Alfonso Velosa, diretor de pesquisa da Gartner e co-autor de um relatório que deve ser lançado em breve sobre uma nova área de estudos, a da integração fotovoltaica em edificações.
Há empresas criando telhas e painéis solares de formas e cores que se encaixam bem aos tetos de adobe populares no sudoeste dos Estados Unidos, por exemplo, ou às telhas cinzentas dos bangalôs da costa leste do país.
A SRS Energy, da Filadélfia, está produzindo telhas solares curvas projetadas para se encaixar às tradicionais telhas vermelhas do sul da Califórnia, disse Martin Low, o presidente-executivo do grupo. Um sistema de telhas solares que atenda a metade das necessidades de energia de típica casa californiana custaria cerca de US$ 20 mil, já computados os incentivos governamentais. Isso representa custo entre 10% e 20% superior ao dos painéis solares que geram energia comparável.
A U. S. Tile, de Corona, Califórnia, fabricante de telhas de ardósia, venderá as Sole Power Tiles da SRS, inicialmente na Califórnia e depois no Arizona, Novo México, Texas e outros estados americanos, diz Steve Gast, presidente da companhia. A empresa aceitará pedidos a partir de novembro, para entregas que serão iniciadas em janeiro. A SRS Energy adquire as células fotovoltaicas integradas às suas telhas da United Solar Ovonic, uma fabricante de módulos solares flexíveis em Rochester Hills, Michigan. A SRS integra as células de silício às telhas curvas, que são produzidas com o mesmo material básico de parachoques de carro, disse. J. D. Albert, diretor de engenharia da SRS.
As células já foram instaladas em diversos locais para teste, entre os quais uma casa em Bermuda Dunes, Califórnia. Em lugar de criar todo um novo telhado com telhas solares, o proprietário, Bill Thomas, empreiteiro especializado em construir telhados, optou por instalá-las em seu telhado já existente, substituindo cerca de 27 metros quadrados de terras de terracota. O trabalho demorou cerca de quatro horas, ele disse.
As telhas solares inseridas nos telhados vão gerar cerca de 2,4 mil kilowatts/hora de eletricidade ao ano, o bastante para cobrir de um quarto a um terço dos custos de eletricidade típicos de uma casa como aquela, disse Albert, da SRS.
Um material solar diferenciado para os telhados e laterais de edificações está sendo produzido pela Global Solar Energy, de Tucson, Arizona. Camadas atomizadas de um revestimento fotovoltaico chamado CIGS são depositadas como películas sobre uma folha fina.
"Nós fornecemos o filme e outras empresas como a Dow o tomam e o incluem em um produto", disse Timothy Teich, vice-presidente de vendas e marketing.
As células fotovoltaicas cristalinas, iguais às usadas em instalações de painéis fixos, são usadas dentro de telhas cerâmicas fornecidas, entre outras, pela System Photonics, da Itália. As células são integradas à estrutura e protegidas contra a umidade por uma camada plástica transparente produzida pela DuPont, disse Stephen Cluff, diretor mundial de negócios para materiais de isolamento fotovoltaico. As telhas são fornecidas em 13 cores.
Velosa disse que a instalação de telhas com sistemas integrados de coleta de energia solar estava apenas começando nos Estados Unidos, e as principais instalações continuam a ser experimentais. Mas isso vai mudar, ele afirma, porque "reparamos que o setor de construção compreendeu que edifícios eficientes do ponto de vista energético representam uma oportunidade de crescimento".
Akhil Sivanandan, analista de pesquisa da consultoria Frost & Sullivan em Madras, Índia, afirma que os subsídios governamentais à energia solar podem acelerar a adoção de células fotovoltaicas integradas a materiais de construção nos Estados Unidos, como já aconteceu na Europa.
"Incentivos governamentais são necessários", ele disse. "Mesmo com as quedas naturais dos preços e com o avanço da tecnologia, ela continua a ser dispendiosa demais".
Na França, Alemanha e outros países, os mercados de produtos integrados de energia solar estão crescendo rapidamente devido a subsídios e programas que pagam aos proprietários de imóveis pela eletricidade que eles geram e fornecem à rede elétrica, disse ele.
"Na Europa, o mercado de células fotovoltaicas integradas à construção já responde por 3% a 4% do mercado total de energia solar", disse Sivanandan, acrescentando que os incentivos ajudam os proprietários a cobrir os custos do sistema em prazo de cinco a sete anos.
Mas outra qualidade será crucial para determinar a popularidade das células fotovoltaicas integradas a materiais de construção, diz Velosa. "A estética é decisiva", ele observou. "Os materiais têm de ter boa aparência".


Estudo: 20% das casas do mundo terão banda larga até final do ano

No fim deste ano, 20% de todas as casas do mundo estarão conectadas à internet de alta velocidade, um dado que esconde, no entanto, fortes disparidades entre países, revelou a consultoria especializada em tecnologia Gartner em estudo.
"Apesar da crise econômica mundial, o número de casas conectadas à internet de alta velocidade continua aumentando de forma significativa", destaca a Gartner.
"Os consumidores estão atentos a seus gastos, mas abandonar suas conexões de alta velocidade não está entre suas prioridades", afirma a analista Amanda Sabia, citada no comunicado.
Em 2008, 382 milhões de casas já tinham conexão, mas este número aumentará para 422 milhões em 2009, ou seja, 10,5% a mais.
Para 2013, a Gartner aposta em 580 milhões, o que representaria uma alta de 37,4% em relação a 2009.
Os países emergentes, em particular China, Brasil e Índia, terão forte desenvolvimento nestas conexões, mas a diferença em relação às nações industrializadas continuará sendo grande.
No fim de 2008, quase 20 países tinham percentuais de conexões superiores a 50%. A Coreia do Sul, com 86% de suas casas equipadas com esta tecnologia, está à frente da lista, que termina com a Indonésia (1%). No trio de ponta, estão ainda Holanda (80%) e Dinamarca (80%).