| Cientistas do Instituto de Tecnologia de Harbin, no nordeste da China, finalizam os detalhes para lançar em breve no mercado um robô projetado para cuidar de idosos que vivem sozinhos, informou neste domingo a imprensa estatal chinesa. O robô, que custará entre 30 mil e 50 mil iuanes (US$ 4 mil a US$ 7 mil) poderá levar comida e remédios, soar os alarmes caso na casa haja escapamentos de água ou de gás, mandar mensagens de texto ou vídeo para a família e amigos, e inclusive cantar ou jogar xadrez. O robô, de 1,60 m de altura, poderia estar nas lojas dentro de dois ou três anos, segundo declarou à agência oficial Xinhua Li Ruifeng, um dos encarregados do projeto. O desenvolvimento deste projeto foi uma encomenda do governo chinês para enfrentar ao problema do rápido envelhecimento da população chinesa, uma das consequências da política do filho único. O país tem 159 milhões de pessoas com mais de 60 anos, 12% da população total, e o pouco sucesso dos asilos no país asiático faz com que se necessitem, segundo os cálculos do Ministério chinês de Assuntos Civis, cerca de 10 milhões de assistentes sociais e enfermeiras para atender este grupo da população. Fonte: www.terra.com.br |
sexta-feira, maio 01, 2009
Cientistas chineses criam robô para cuidar de idosos
Austrália desenvolve carro-robô sem motorista
Um grupo de especialistas em inteligência artificial e robótica da Universidade de Sydney, na Austrália, tem como objetivo desenvolver veículos autônomos para serem usados em situações reais, diminuindo chances de acidentes em ao menos dez vezes.
A equipe está trabalhando em um protótipo - uma RAV4 da Toyota transformada pelos pesquisadores - que será testado ainda neste ano na Austrália. O carro, sem motorista, é movido por um grupo de quatro computadores com processadores Intel Core 2 Duo e sistema operacional Linux, percebe o ambiente através de uma combinação de câmeras 3D, GPS, sistema de navegação inerte e sensores de laser para evitar obstáculos, e sistema de controle de tráfego.
O atual responsável pelo projeto é o brasileiro Fábio Ramos, professor de inteligência artificial e robótica em Sydney. No momento, "meus alunos de PhD estão escrevendo um software para o carro adquirir mapas em 3D da cidade. Esses mapas contém tanto informações de distância como de aparência, cor e textura", disse Ramos.
De acordo com o especialista, simplificando, "a idéia é terminar um protótipo de um carro que possa levar a pessoa ao local que deseja com um apertar de botão", disse ele. Mas, para isso, o time tem que fazer com que o carro reconheça objetos do ambiente, como percorrer uma área na cidade e, através de sensores, detectar objetos como outros carros e identificar locais como, por exemplo, estacionamentos.
Ou ainda, no caso de uma área com muitos prédios próximos uns dos outros, identificar como o centro da cidade e, assim, ir mudando a velocidade e padrões de comportamento. "Isso já está acontecendo, mas um sistema seguro e robusto às mudanças no ambiente ainda vai demorar algum tempo", explicou Ramos.
Segundo o pesquisador, o maior problema é a imprevisibilidade do comportamento humano, impossível de colocar em um robô. "O carro não percebe que motoristas se comportam de forma repentina. Se fosse previsível, se todos os outros carros fossem também robôs, ou se os humanos dirigissem com cautela, poderíamos utilizá-los nas ruas agora", afirmou.
Sem risco de bafômetroOutra vantagem do carro robótico seria o conforto de poder ir a uma festa sem preocupar-se com o nível de álcool consumido. "No caso, não teria problema. Afinal, o carro não fica bêbado. Então, a pessoa alcoolizada poderia só entrar no carro e apertar o botão para voltar para casa seguro", explicou Ramos.
No entanto, a utilização desses carros autônomos em cidades ainda é uma realidade um pouco distante. "Para ser totalmente automático, caso o ambiente não seja modificado em função do carro, eu diria que teríamos que esperar mais uns 15 a 20 anos para tê-los nas ruas", afirmou.
Fonte: www.terra.com.br
Estratégia secreta de guerra cibernética dos EUA é criticada
| Os Estados Unidos não contam com uma política militar clara que defina como as autoridades responderiam a um ciberataque contra suas redes de comunicação, energia ou serviços financeiros, alertou um painel de cientistas e consultores na quarta-feira, e o país precisa esclarecer a situação de suas capacidades ofensivas e a maneira pela qual responderia a ataques desse tipo. O relatório, baseado em um estudo de três anos de duração realizado por um painel formado pela Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, representa o primeiro esforço importante para ponderar o uso militar de tecnologias de computador como armas. O potencial uso ofensivo dessas tecnologias vem sendo amplamente discutido nos últimos anos, e perturbações em sistemas de comunicação e sites se tornaram acontecimentos comuns nos conflitos militares e políticos travados em todo o mundo desde 2000. Intitulado "Tecnologia, Política, Lei e Ética na Aquisição e Uso de Capacidades de Ciberataque pelos Estados Unidos", o relatório conclui que o véu de segredo que cerca o planejamento para uma guerra cibernética na verdade prejudica a estratégia militar do país. Entre os autores do estudo estão o almirante William Owens, antigo chefe do Estado-Maior Conjunto das forças armadas norte-americanas; William Studeman, ex-diretor assistente da Agência Central de Inteligência (CIA); e Walter Slocombe, ex-subsecretário de política no Departamento da Defesa. Os cientistas e especialistas em computação que faziam parte do painel incluem Richard Garwin, um físico que trabalha para a IBM. Owens declarou em entrevista coletiva na quarta-feira, em Washington, que a idéia de "domínio unilateral duradouro do ciberespaço" pelos Estados Unidos não era realista, em parte devido ao baixo custo das tecnologias requeridas para montar um ataque. Ele também disse que a idéia de que operações ofensivas desse tipo eram uma opção militar "sem riscos" não estavam corretas. Nos Estados Unidos, o uso ofensivo de armas cibernéticas é um segredo militar altamente confidencial. Existem informações que remontam aos anos 90 no sentido de que agências norte-americanas de inteligência montaram operações nas quais aparelhos eletrônicos passaram por modificações sistemáticas a fim de permitir que perturbassem as atividades de um oponente, ou para fins de vigilância. Mas essas atividades nunca foram reconhecidas publicamente pelo governo. Fonte: www.terra.com.br |
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